Crescimento econômico de Sergipe é destaque durante o 'III Fórum Nordeste 2030'

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Publicada em 25/03/2014 às 00:18:00

Identificar os principais gargalos enfrentados pelo Nordeste e promover um debate sobre temas relacionados com o desenvolvimento regional, a fim de provocar uma reflexão sobre a visão estratégica de longo prazo para a região. Com esse objetivo foi realizado no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), nesta segunda, 24, o "III Fórum Nordeste 2030 - Visão estratégica de longo prazo", numa parceria entre a Sudene, a FIES, o Sebrae e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). As duas primeiras versões do evento foram realizadas em Recife (PE) e João Pessoa (PB), nos meses de agosto e outubro de 2013, respectivamente.

Durante a abertura do fórum, o superintendente da Sudene, Paes Landim, destacou a necessidade de provocar uma reflexão sobre o que ele denomina como o enigma nordestino. "Isso porque apesar de nosso crescimento recente, ao longo dos últimos 10 ou 12 anos, e da melhoria da qualidade de vida dos nossos indicadores sociais de educação, saúde, entre outros, continuamos participando apenas de 47 a 48% da renda média nacional, o que quer dizer que em termos relativos não avançamos muito nesse período e apesar de crescermos acima da média nacional, continuamos com esses cabalísticos 13,5% de participação no PIB", analisou.

De acordo com Landim, embora tenha quase 30% da população brasileira, o Nordeste apresenta uma defasagem em desacordo com o parque industrial, que deveria atender as demandas da população. "O grande mérito de Sergipe é, não só ter feito o dever de casa, não ficar esperando somente que o governo faça, que dê, e sim por ter reinstaurado na ação de governo o planejamento, pois sem isso não se faz nada", afirmou.

Responsável pela primeira palestra do dia, o economista chefe do Banco Mundial em Washington/USA para a América Latina, Otaviano Canuto falou sobre o tema 'Uma agenda de desenvolvimento para o Nordeste' e destacou as mudanças ocorridas na região nos últimos tempos. "O Nordeste é visto como um caso de sucesso, a julgar pela queda nos índices de pobreza, pelo dinamismo econômico da região, acima da média nacional, desfazendo aquele pessimismo que tradicionalmente existia a respeito da sua capacidade de equiparar, de convergir com o nível de renda das demais regiões do país", disse.

Otaviano Canuto destacou ainda que o Brasil é visto como um exemplo bem sucedido, no que diz respeito à aplicação de políticas sociais, ao mesmo tempo que está na busca por resolver os desafios que se colocam, a fim de voltar a crescer. "Vamos comparar a experiência recente da região em termos de crescimento, em termos de redução da pobreza, com o resto do país, com o resto do mundo e os desafios que se colocam a partir de agora, destacando as diversas áreas em que, se houver um foco da política dos Estados da região, se pode imaginar a continuidade do dinamismo recente, ressaltou.

Para o secretário da Sedetec, Saumíneo Nascimento - que também foi um dos palestrantes do evento e falou sobre o tema "Sergipe, o Nordeste que deu certo" - o desenvolvimento de novas atividades produtivas tem contribuído para esse avanço da região. "Precisamos de planejamento que vislumbre a longo prazo, para que possa ser apresentado aos gestores municipais e sirvam de base para que, também na gestão estadual possamos preparar o futuro do nosso Estado", afirmou.
O governador do Estado, Jackson Barreto, fez questão de prestigiar o fórum, após o lançamento da pedra

fundamental da fábrica videira do Grupo Saint Gobain, em Estância, e elogiou a realização do evento. "A iniciativa proporcionou a Sergipe ser lembrado como Estado onde estão acontecendo os maiores investimentos da região, o que nos deixa extremamente felizes. Sabemos que nosso PIB sempre foi colocado como o maior do Nordeste, temos um mercado altamente competitivo e Sergipe conseguiu melhorar muito a renda de sua população, numa demonstração de que as políticas públicas executadas aqui estão dando resultado", afirmou citando ainda seu entusiasmo com a geração de empregos vista no Estado desde 2007. "Desse período até hoje registramos mais de 115 mil novos postos de trabalho", destacou.