Polícia prende dupla acusada de latrocínio contra um taxista

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 28/03/2014 às 00:34:00

Policiais civis do Centro Integrado em Segurança Pública (CISP) de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba) cumpriram na madrugada de anteontem um mandado de busca e apreensão contra dois dos quatro envolvidos na morte do taxista Aldo Dantas dos Santos, 36 anos, vítima de um latrocínio ocorrido no dia 11 de janeiro deste ano, à saída do Encontro Cultural de Laranjeiras.

Foram presos Jeovanio Pereira dos Santos, 21 anos, e José Cícero dos Santos, 32, vulgo 'Alagoas'. Ambos estavam em suas casas, na periferia de Laranjeiras, sendo José Cícero no conjunto Manoel do Prado Franco e Jeovanio no bairro Comandaroba. O terceiro comparsa ainda não foi encontrado, mas foi identificado como Franklin Sardela Santos, 28 anos, o 'Sardela'.

De acordo com o delegado Marcelo Paes dos Santos, o taxista assassinado fora contratado por cinco garotas das cidades de Itabaiana e Ribeirópolis para levá-las até o Encontro Cultural do município de Laranjeiras. O taxista retirou-se do local do evento e foi descansar dentro do carro nas imediações da festa enquanto aguardava o retorno das passageiras, porém em determinado momento da madrugada foi abordado pelos criminosos.

A vítima reagiu fugindo e os criminosos efetuaram um tiro fatal do peito do taxista, que veio a óbito ainda no local. "Os acusados fugiram sem levar nada e quando as garotas chegaram encontraram a polícia e os agentes do Instituto Médico Legal recolhendo o corpo", destacou Paes. As investigações acerca da autoria do crime iniciaram ainda na noite do dia 11 de janeiro com o levantamento de informações das testemunhas e das provas periciais. Jeovânio e José Cícero foram presos em suas residências.
Jeovanio Pereira possui uma passagem pela polícia quando era menor de idade por dirigir sem habilitação e José Cícero ficou preso na Delegacia de Rosário do Catete sob a acusação de tentativa de homicídio, porém no julgamento foi absolvido pelo júri popular.

O delegado ressalta que eles permanecerão presos temporariamente pelos próximos 30 dias. Nesse período, o delegado explicou que a Polícia Civil intensificará as investigações a fim de apurar a autoria de outros diversos crimes de roubos e tráfico de drogas na região. "Temos informações de que eles são acusados de roubar as armas de vigilantes de grandes empresas instaladas na região", disse Paes, destacando que, se as investigações desses novos casos prosperarem será solicitação à Justiça a conversão da prisão temporária em prisão preventiva.