Funcionários suspendem atendimento em hospitais

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Publicada em 05/04/2014 às 00:53:00

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Desde ontem, início da greve dos trabalhadores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), as unidades de atendimento regionais do estado, Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, geridos pela autarquia, estão funcionando com escala mínima de profissionais.

Durante a greve, somente os setores de urgência terão atendimento normal. Em outros locais, a ordem é manter a escala mínima. A categoria reivindica o cumprimento da proposta no Acordo Coletivo 2013-2015 acordada com a direção da FHS, em relação à redução de 12 horas/dia, incorporação dos 25% do Plano de Emprego e Remuneração (PER) e melhores condições de trabalho.

A primeira atividade do movimento grevista foi um protesto realizado em frente ao Huse, com a participação de enfermeiros, farmacêuticos, funcionários de laboratórios, assistentes administrativos e outros profissionais. A porta do hospital será o principal local de concentração, na capital, durante a greve.
A suspensão por tempo indeterminado do serviço se deu após indicativo de greve durante a paralisação ocorrida no dia 21 de março. De acordo com informações do presidente do Sindicato dos trabalhadores na área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, durante o período de greve só haverá garantia de apenas 30% dos serviços.

Ele lamentou que o governo tenha provocado o retrocesso nas negociações sob a alegação de que a redução da jornada de trabalho causaria um impacto financeiro de R$ 9 milhões. "Se realmente a preocupação do governo fosse o limite prudencial não faria tantas contratações de comissionados", critica.     
A categoria também quer uma atenção especial do governo em relação à carga horária máxima de 30 horas de trabalho, auxílio creche de R$ 100,00 para filhos de até sete anos, tíquete alimentação de R$ 500,00 e auxílio saúde de R$ 200,00. "Todos estes pontos, inclusive, foram aprovados pela co-irmã, Fundação Parreiras Horta, para o mesmo período", explica o presidente do Sintasa, Augusto Couto.

Na manhã da última quinta-feira, 3, a diretoria do Sintasa visitou todos os Hospitais Regionais para confirmar a greve de ontem, além do Huse e maternidade. No dia 27 de março, o Sintasa já havia protocolado na FHS um ofício informando sobre a data da greve, que só seria cancelada, caso a fundação apresentasse uma proposta coerente.
Segundo informações divulgadas através de nota, a assessoria de comunicação da FHS declarou que os diretores da fundação agendaram reunião com os representantes do Sintasa ontem na busca de uma solução.