QUANDO SOME A POLÍCIA

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Publicada em 22/04/2014 às 01:23:00

Essa desordeira greve da polícia baiana serve para que retiremos algumas lições oportunas a partir da criminalidade, do caos nas ruas de Salvador e outras cidades, do desrespeito à Constituição, e da presença salvadora das tropas do exército. Em primeiro lugar, salta a evidência de que é preciso valorizar as polícias militares, e, ao mesmo tempo, fazer com que nelas se imponha a legislação aplicável às organizações militares.  Policias não podem prescindir da disciplina e da hierarquia. Fazer o que está sendo feito aqui em Sergipe, onde as reivindicações da corporação são ouvidas democraticamente e as soluções equacionadas. Agora mesmo, o coronel Iunes atende a uma aspiração dos policiais, que era ter a sua própria arma, para podê-la usar fora do serviço, o que lhes dá mais segurança e também amplia a capilaridade operacional da própria corporação. Na Bahia os policiais se deixaram conduzir por demagogos que queriam votos. O vereador e policial Marco Prisco, líder do motim, já está preso na Penitenciária da Papuda.    Outra conclusão a tirar é a de que em relação às forças armadas deve acabar inteiramente a desconfiança em virtude do protagonismo que tiveram num golpe militar que já chegou aos 50 anos. O país precisa ter forças armadas bem remuneradas, bem equipadas, do tamanho da nossa dimensão como território e capacidade financeira.
Sem a presença do exército as gangues teriam incendiado Salvador.