Greve do Samu afeta circulação de ambulâncias

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Publicada em 23/04/2014 às 00:40:00

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Após o feriado prolongado, as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) voltaram a circular em número reduzido. De acordo com a categoria, que está em greve há quase um mês, parte das viaturas está impedida de deixar a base desde ontem para atender aos chamados.
Ontem, os servidores retomaram a greve, suspensa temporariamente durante o feriadão, quando apenas 10% das ambulâncias permaneceram paralisadas.

De acordo com informações de membros do comando de greve, os servidores já haviam programado que a partir de terça-feira, somente 36% das unidades de suporte básico e 50% das viaturas de suporte avançado estariam operando, o que vem acontecendo desde ontem. Com a grande parte das atividades novamente suspensa, os atendimentos voltam a ser prejudicados.

Uma das áreas mais prejudicadas é a região centro-sul do estado, onde somente uma ambulância está circulando. A greve da categoria começou no dia 27 de março.
A categoria formaliza nesta quarta-feira um pedido de intermediação junto ao Ministério Público Estadual (MPE) e a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) com o objetivo de buscar uma solução para o fim da greve que já dura quase um mês.

Através do MPE, a categoria espera que seja realizado um dissídio coletivo para cobrar do governo o reajuste de 2013 e 2014. De acordo com o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias (Sindiconam), Adilson Melo, o comando de greve teve uma reunião com a secretária de estado da Saúde, Joélia Silva, mas não houve avanço. "A secretária apresentou soluções, mas não entendemos porque até agora nenhuma das propostas foi concretizada", criticou.    
Segundo informações do comando de greve, apenas o município de Cristinápolis está com ambulância disponível para atendimento de emergência da população que reside nas cidades de Estância, Santa Luzia, Indiaroba, Arauá, Umbaúba e Cristinápolis.
Além dos condutores das ambulâncias, outros servidores que compõem o quadro funcional do Samu como rádio-operadores, enfermeiros e pessoal da administração também suspenderam as atividades.
A categoria reivindica reajuste salarial, melhores condições de trabalho, incluindo desta última pauta mudanças estruturais nas ambulâncias. Uma das grandes reclamações dos servidores é o sucateamento dos veículos.

O Governo do Estado já realizou duas reuniões com a categoria, mas não houve acordo.  Em nota, a assessoria de comunicação da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) informou que continuará o diálogo com a categoria. "No dia 9 de abril, o governador Jackson Barreto recebeu os representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores na Área de Saúde, dos Enfermeiros e dos Condutores do Samu. A partir desta reunião, a FHS já apresentou três propostas à categoria no último dia 15. A primeira proposta foi de apresentar um cronograma de recuperação da frota e das bases descentralizadas, além da elaboração de um cronograma de manutenção. A outra é montar um grupo de trabalho para debater uma solução em relação aos vínculos trabalhistas. O grupo seria formado por representantes da FHS, da Secretaria de Estado da Saúde e das categorias", manifestou.