ÂNGELA MARIA NO RIO BRANCO

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Publicada em 23/04/2014 às 00:43:00

Na quinta viagem mágica pelo tempo, a bordo do nosso incrível Tapete Mágico, o desembarque é no Cine-Teatro Rio Branco, em 1957, ocasião em que a maior cantora do Brasil, Ângela Maria faria inesquecível show com apresentação do saudoso Santos Mendonça, um dos maiores comunicadores do rádio sergipano, ele que comandava o concorridíssimo programa de auditório da Rádio Liberdade de Sergipe, "O Domingo é Nosso". A emissora era uma das mais modernas do Brasil, confortável auditório e programação primorosa. Localizava-se onde hoje funciona uma das lojas Americanas, na rua Itabaianinha, quase esquina com Laranjeiras. Bons tempos em que Aracaju ainda era uma cidade gostosa de se viver, com famílias inteiras conversando nas calçadas até altas horas da noite, enquanto as crianças brincavam nas ruas (muitas delas de terra batida) com bolinhas de gude ou pião...

Aquela foi uma das muita vezes que Ângela Maria,(Abelim Maria da Cunha) veio a Aracaju, sob o patrocínio do Café Aragipe, Império ou Novo Mundo (aquilo sim é que era café; hoje, o de Lagarto perde longe!). Ela era dona do maior fã-clube de Aracaju, localizado na Rua Laranjeiras, o pioneiro, que viria depois a disputar a hegemonia com o Fã-Clube Emilinha Borba, com sede na Rua São Cristóvão. A "guerra" entre os fãs das duas grandes cantoras era inevitável, mas quando Emilinha vinha a Aracaju, ou vice-versa, todos se uniam para prestigiar a "Rainha do Rádio" (Ângela) e a "Favorita da Marinha"(Emilinha). Era uma competição saudável em tempos de romantismo e inocência predominantes.
Emilinha, infelizmente já se foi, após ter cumprido sua gloriosa missão. Mas, ela a Ângela Maria continua entre nós, pobres mortais, colecionando sucessos imortais. O último show que fez aqui em Aracaju foi no dia 27 de julho de 2011, quando foi aplaudida de pé por mais de dez minutos, pelo público (dos mais heterogênios) que superlotou o Teatro Tobias Barreto. 

Geleia geral
... A nova novela global das seis, "Meu Pedacinho de Chão", mais parece um desenho animado de Walt Desney (dos tempos de "Branca de Neve e os Sete Anões) do que um folhetim eletrônico tradicional. Excesso de cores (copiando o antigo technicolor), cenários grandiosos e paradisíacos, figurinos que de tão exuberantes beiram a breguice em tom maior) e desempenho canastra que pretende ser caricatural, de todos os atores. A começar por Rodrigo Lombardi, Antônio Fagundes e Osmar Prado. Ridículos, no mau sentido!

... Lamentavelmente "A Grande Família", o maior programa humorístico da televisão brasileira, está chegando ao fim. No ar, a décima quarta e última temporada. Está certo: os que fazem o elenco da grande atração desejam partir para outras experiências, novela, principalmente. Mas por que não continuar com o programa reunindo um novo elenco? Dolorosa interrogação.

... Enquanto isso, o segundo pior programa de humor da nossa televisão ( o primeiríssimo é o "A Praça é Nossa"), o "Zorra Total", continua na grade de programação da TV Gobo, nas noites de sábado. Só para uma coisa ela serve: ameaçar crianças desobedientes de colocá-las de castigo frente à telinha, de olhos bem abertos, engolindo o "purgante" inteiro. Cruz credo!

... O IV Festival Sergipano de Teatro foi encerrado brilhantemente no dominfo, 13, com a encenação de "Os Saltimbancos", de Bardot e MaBacalov, produzida pela Eitcha Cia. De Teatro, direção de André Santana. Um grande espetáculo para todas as idades, com trilha sonora de Chico Buarque. Teatro Tobias Barreto lotado. Aplausos. De pé.

A morte
"Se a morte fosse o fim de tudo, os maus ganhariam muito com ela, pois se veriam livres ao mesmo tempo do corpo, da alma e dos vícios". - Christiano Torchi - Reformador, edição de abril/2014.