Projeto sergipano será apresentado na Bolívia

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Publicada em 13/05/2014 às 00:22:00

Mais uma vez a técnica de cultivo intensivo da palma forrageira desenvolvida em Sergipe recebe destaque internacional. Depois de ser apresentado em congressos na Argentina, Marrocos e Argélia, desta vez o modelo será divulgado no 'Primer Encuentro Internacional de Producción de Tuna', que será realizado entre os dias 15 e 16 deste mês em Cochabamba, na Bolívia.

Desenvolvida pelo consultor do Sebrae em Sergipe, Paulo Suassuna, a metodologia já garantiu o plantio de mais de três milhões de palmas e beneficia atualmente pequenos produtores rurais de 25 municípios no estado. O modelo é reaplicado também na Argentina, México, Argélia, Paraguai, Marrocos e Austrália.
Por meio de uma técnica de produção específica, os produtores recebem informações sobre o manejo da palma em locais conhecidos como Núcleos de Tecnologia Social (NTS). Após as aulas, eles têm a função de repassar os conhecimentos aos integrantes das associações a que estão vinculados.

Com o uso do método os produtores conseguem cultivar a espécie até duas vezes por ano. Uma outra vantagem apresentada pelo modelo é que a área onde é realizado o plantio pode ser utilizado por até 20 anos, apresentando índices de produtividade que variam entre 350 a 700 toneladas por hectare, cerca de dez vezes mais que o obtido no processo tradicional.
"O convite surgiu durante a palestra que ministrei no segundo semestre do ano passado na Argentina. Os bolivianos utilizam a palma na alimentação de lhamas, carneiros, cordeiros e bovinos e pretendem dominar essa tecnologia para ampliar a oferta do produto", explica Paulo Suassuna. Além da palestra, o consultor realizará consultorias em pequenas propriedades na região.
Em Sergipe, com o apoio da Fundação Banco do Brasil, foram instalados 22 Núcleos de Tecnologia Social em diversos municípios do interior, beneficiando quase 700 produtores. Além das aulas sobre o plantio, eles também receberam capacitações sobre culinária e elaboração de cosméticos, sempre utilizando a palma como matéria prima.