Mary Astor

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UMA ATRIZ IMPONENTE E TALENTOSA
UMA ATRIZ IMPONENTE E TALENTOSA

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Publicada em 13/05/2014 às 00:24:00

Nascida Lucille Vasconcelos Laghanke,emQuincy, Ilinois (EUA), no dia 3 de maio de 1906, Lady Astor iniciou sua carreira num filme de curta-metragem, "A Rainha Mendiga", baseado num quadro do mesmo nome, sobre uma história paralela do rei Cophetua e do amor de um lorde inglês por uma camponesa (Mary Astor). Nas externas, gravadas em New Jersey, em 1921), o fotógrafo LejaronHiller praticou experimentos com o uso do foco, utilizando filtros de fabricação própria. Tais efeitos eram, na época, totalmente desconhecidos.
O primeiro casamento foi em 1928, com o diretor Kenneth Hawks, que três anos mais tarde veio a falecer em desastre aéreo. Depois do casamento e divórcio do Dr. Thorpe, uniu-se a Manuel Del Campo, em 1937, de quem se divorciou em 1942 e com quem teve o filho Antonio. O último casamento foi com Thomas Wheelock (1945-1953).

Os anos 1930 foram um período preparatório para o sucesso de Mary Astor como atriz. Em 1934 trabalharia com o galã Jonh Barrymore, em "O Belo Brummel", envolvidos por delicadas cenas românticas bastante realistas e que se esconderiam após as filmagens. A química entre os dois foi tão perfeita que voltariam a atuar juntos em "Don Juan", sob a direção de Alan Crosland. Na trama do filme, os Bórgias se desentendem com D. Juan porque este se enamora de uma jovem de família antagonista. Tentando encontrar uma saída favorável aos Bórgias, os roteiristas resolveram que deveriam encaminhar a moça para um convento. Porém, em sessão prévia o público se manifestou contrário àquele final. Tiveram que refilmar várias sequências e, por fim. Barrymore e Astor terminaram cavalgando, montados num corcel branco, numa alvorada renascentista.

Em "Holiday/1930", uma agradável surpresa do começo dos filmes sonoros. Astor desempenha a irmã egoísta de Ann Harding. Logo após, em "Terra de Paixão", é a esposa infiel de Clark Cable. Em "A Humanidade Marcha", personifica a esposa neurótica de Paul Muni. A seguir veio "O Caso do Cão Uivador", que deixa uma dúvida no ar: ela seria ou não acusada de assassinato? E Mary demonstra não ser uma boa garota, o que já indicava, naquele momento, uma antecipação de seu papel de fria assassina, que viria a ser em "Relíquia Macabra", no clássico de Jonh Ford.
Por momentos, Lad Mary Astor alternava-se em bons personagens, como o da sobrinha do homem assassinado na pequena obra-prima "O Caso de Hilda Lake", de Michael Curtiz, ou como aquele que ó considerado o melhor papel de toda sua carreira, o da impulsiva e solitária viúva em "Fogo de Outono",de William Wyller.
Mas, em suas interpretações, segundo os críticos da época, Astor oferecia um equilíbrio, misto de beleza sombria, maldade e sensualidade, aliadas a violentas paixões, como se vê em "A Grande Mentira", que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante.
Em 1939, a notável atriz surgiria com brilhantismo excepcional, em "Meia-Noite", de J. Mitchell Leisen, uma das mais lembradas e finas comédias escapistas dos anos 1930. Ela aparece na fita, vivendo uma comediante loura e frívola, o que hoje conhecemos como "periguete".
Em fins da década de 1940, Mary Astor, num drama de realismo intenso, personifica uma prostituta de bom coração. Encerra a carreira (das mais brilhantes) em 1964, em "Com a Maldade na Alma", de Robert Aldrich.
(Resumo do capítulo 59 do meu livro inédito, "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")