JOÃO RESOLVE APOSTAR NA REELEIÇÃO DE MARIA DO CARMO

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Publicada em 18/05/2014 às 00:35:00

Maria do Carmo está no terceiro mandato. Nos últimos anos enfrentou sérios problemas de saúde que a obrigaram a reduzir o ritmo de trabalho, mas, recuperada, parece disposta a enfrentar uma nova eleição majoritária estimulada pelas pesquisas que demonstram não ter sido afetada a sua capacidade de somar votos. Maria consegue invejável desempenho transitando com aprovação entre todos os segmentos da sociedade, e demonstrando crescimento da aprovação na medida em que, em Aracaju por exemplo, se faz o trajeto entre o sofisticado Jardins e o enlameado Coqueiral. Essa avaliação decorre do comportamento da senadora, sempre a comandar o trabalho de assistência nos governos do marido João Alves, nunca hesitando em por o pé na lama para ver de perto as calamidades sociais, característica que na politica sergipana tem apenas similar na forma de agir de Jackson Barreto, desde quando exerceu o primeiro mandato de prefeito de Aracaju e colocou a periferia como prioridade na sua agenda.
O DEM anda muito mal das pernas, sem fôlego para enfrentar eleições majoritárias, com as poucas exceções no Brasil, que seriam Sergipe, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte. O partido estaria próximo de acabar, e ir-se acoplar numa outra sigla os salvados do naufrágio, por isso, insiste que as chances restantes devem ser aproveitadas. A candidatura da senadora Maria à reeleição seria exigência da direção partidária, e tanto ela, como principalmente o marido, não poderiam ignorar o apelo da cúpula do DEM que foi extremamente solidária a João nos instantes em que ele alegava estar sendo, governo de Sergipe, vítima da má vontade do presidente Lula.
Maria já estaria propensa a candidatar-se a deputada estadual, puxando votos na tentativa de manter a minguante bancada, um pedido dos deputados do DEM que irão disputar a reeleição. Mas o panorama mudou, quando João, entre as avaliações que fez, principalmente tendo como principal interlocutor o experimentado arguto e pragmático vice-prefeito José Carlos Machado, teria chegado à conclusão de que, sendo Maria candidata à reeleição, a melhor saída seria formar uma aliança com o PSDB e alguns partidos nanicos numa chapa majoritária completa, com candidatura também ao governo, que poderia ser a jovem senhora Grace Franco, filha de Valter Franco, empresário respeitado que tem sempre procurado colocar o seu grupo de comunicação numa linha de sintonia com as tendências da sociedade.
Assim, para satisfação ainda maior do hoje líder do PSDB em Sergipe, José Carlos Machado, que pensa sobretudo no palanque para Aécio Neves, se fortaleceriam as candidaturas de deputados estaduais e federais, tendo ele próprio como puxador de votos para a Assembleia, o mesmo papel a ser desempenhado pelo aguerrido deputado Mendonça Prado, cujo nome tem crescido pela firmeza das posições que assume. Mendonça poderia também tornar-se o suplente de senador da sogra Maria, satisfeito, e acreditando ter cumprido plenamente a sua missão cívica de evitar que o DEM se colocasse a reboque das candidaturas da facção comandada por Edivan Amorim.