Vacinação contra aftosa já começou

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Publicada em 23/05/2014 às 00:44:00

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

A campanha de vacinação contra a febre aftosa em Sergipe já começou. Dividida em duas etapas, maio e novembro, a iniciativa visa imunizar mais de 1.200.000 animais entre bovinos e bubalinos, independente da faixa etária do rebanho.

A primeira etapa da campanha foi iniciada no dia 01 de maio e vai até 31 deste mês. Até 10 de junho, os produtores devem declarar a imunização junto aos escritórios da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).

Segundo informações da diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Salete Dezen, até agora 25% do rebanho já foi vacinado, índice considerado dentro da expectativa esperada. A meta mínima é vacinar mais de 95% do rebanho.

Salete destaca que Sergipe é um dos poucos estados brasileiros que conservam a referência de cobertura vacinal, com reconhecimento da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) tendo a Certificação Internacional de Área Livre da Febre Aftosa desde o ano de 2001. O último foco da doença ocorreu em 1995, há 19 anos.
"Para Sergipe continuar com o status internacional como área livre da doença é necessário que todos os criadores permaneçam atentos à imunização", destaca.   

Salete Dezen ressalta que a Emdagro vem mantendo intensa mobilização junto aos municípios através de parcerias com as prefeituras. Ela disse que através do sistema online de declaração, os escritórios locais e gestões municipais estão atuando para garantir a expectativa de imunização.  

A campanha integra o calendário nacional estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a região Nordeste, estipulando os meses de maio e novembro para a 1ª e 2ª fase de imunização, respectivamente. Segundo dados do Setor de Defesa Agropecuária da Emdagro - na segunda fase da campanha, ocorrida em novembro do ano passado, foram vacinados 1.126.300 bovinos, atingindo assim uma cobertura de 96%.

A febre aftosa é uma doença que acomete os animais de casco bipartido, tais como bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. Seus sintomas são febre alta; surgimento de feridas nas patas, tetas e na boca; passam a babar mais por causa das aftas (que são feridas na boca) e vão ficando cada vez mais magros e fracos.

A contaminação é feita através do contato de um animal doente com outro sadio, da forma de transportar em veículos que não foram desinfetados, pelos objetos das pessoas que tratam dos animais doentes, pelas fezes, urinas, dos alimentos provenientes de animais infectados e, também, pelo ar e pela água.
Um dos principais impactos da doença reflete nas produções de leite e carne. Os animais não conseguem manter a gestação. Os criadores ficam impedidos de comercializar os animais e os alimentos derivados do leite e do animal doente colocam em risco a saúde das pessoas.

A Emdagro orienta que é sempre necessário adquirir animais de boa procedência, exigindo a Guia de Trânsito de Animais (GTA). O animal deve ser vacinado duas vezes por ano a partir do seu nascimento e a vacina deve ser aplicada por pessoal treinado.