Mesmo em operação-padrão, IML continua recolhendo corpos

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No IML o atendimento começou a ser normalizado
No IML o atendimento começou a ser normalizado

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Publicada em 23/05/2014 às 00:45:00

Na Coordenação Geral de Perícias (Cogerp), responsável pelos institutos de Criminalística, Identificação e Médico-Legal (IML), os servidores fazem uma operação-padrão, deixando apenas 10% do efetivo trabalhando. A alegação do Sinpol é de que os outros 90% são servidores desviados de função, cedidos por outros órgãos públicos e que ainda não foram reenquadrados pelo governo estadual. Ontem, não houve problemas na remoção dos corpos de vítimas da violência, mesmo com as atividades sendo executadas de maneira mais lenta. Segundo o IML, o serviço foi executado pelos próprios servidores, apesar do Corpo de Bombeiros ter sido autorizado a fazer o serviço em caráter emergencial.

Três cadáveres foram recolhidos durante o plantão diurno, entre às 7h e às 19h de ontem. Dois deles estavam no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse): o da aposentada Maria Salete da Silva, 73 anos, atropelada ao descer de um micro-ônibus no quilômetro 49,5 da BR-235, em Itabaiana (Agreste), e o de Bráulio Pedro Dantas, 70, morador de Porto Real do Colégio (AL), vítima de causa ainda desconhecida. À tarde, uma equipe do IML foi enviada a Lagarto (Centro-Sul), onde o padeiro Luiz Dias, 60, morreu esmagado pelo forno de uma padaria desativada. A vítima tentava desinstalar o forno quando o equipamento caiu sobre ele.