Ato público marca paralisação na Emdagro

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 27/05/2014 às 00:30:00

Um ato público realizado em frente à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), localizada no bairro Capucho, zona oeste da capital sergipana, marcou ontem a paralisação de advertência realizada pelos servidores do órgão.

A concentração durou até o inicio da tarde e contou com a participação de aproximadamente 200 servidores, segundo estimativa da direção do Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica em Extensão Rural em Sergipe (SINTA).

Os serviços de assistência técnica e de extensão rural prestados pela empresa foram suspensos durante todo o dia. Já os escritórios de atendimento do órgão em todo o estado ficaram abertos, mas sem expediente para o público.
A categoria reivindica do governo a abertura de um canal de negociação sobre a reestruturação da Emdagro, reajuste salarial, melhores condições de trabalho, concurso público e mudanças no Plano de Cargos, Carreira e Vencimento (PCCV).

O ato público também contou com a representação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O presidente do SINTA, Cláudio Soares, ressaltou que há dois anos a categoria não tem reposição de perdas deflacionárias e que atualmente o salário é de R$ 769,00.
"Enfrentamos hoje uma defasagem salarial de 52% de perdas salariais acumuladas ao longo de muitos anos e também do auxílio alimentação", informa.
Ele destacou ainda que há escassez de profissionais para execução dos serviços, que nos últimos tempos está aumentando. Outra queixa é o sucateamento das condições de trabalho nas 39 unidades executoras de atendimento.

Segundo Cláudio, os servidores são obrigados a improvisar o material de escritório, material de limpeza, restrição de gasolina, veículos sem manutenção e o funcionamento irregular dos Centros de Capacitação.
Outra pauta da categoria é a inclusão da representação dos trabalhadores da Emdagro na Comissão Interna de Prevenção aos Acidentes de Trabalho (CIPA). "Esperamos uma mudança e se até sexta-feira, 30, o governo não apresentar uma proposta vamos discutir a possibilidade de greve. Uma assembleia geral já está marcada para a próxima semana", informou.