Projeto Biodigestor chega ao alto sertão sergipano

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Publicada em 29/05/2014 às 00:23:00

O Projeto Biodigestor: alternativa viável para a Agricultura Familiar no Alto Sertão Sergipano levará técnicas para uma melhor convivência com o semiárido às famílias selecionadas para participar do processo.  A implantação do projeto é fruto do trabalho desenvolvido pelo Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC), conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal e tem parcerias com o Projeto Dom Helder Câmara (PDHC) e a Articulação Semiárido (ASA).

Além do biodigestor as famílias serão contempladas com o KIT PAIS - Produção Agroecológica Integrada e Sustentável - que consiste na produção vegetal sem o uso de agrotóxicos, aliado a criação de galinha caipira, o que possibilitará a garantia da soberania segurança alimentar e nutricional e comercialização do excedente da produção.

O biodigestor é uma tecnologia simples, que possibilita a produção de biogás (produto principal) e o biofertilizante (subproduto), a partir da utilização de esterco fresco bovino, água, sem a presença de oxigênio e com ação de bactérias que realizam a fermentação. O uso do biogás servirá para cozinhar os alimentos e o biofertilizante (adubo orgânico) será utilizado na produção de vegetais.
O Projeto vai contemplar oitenta 80 famílias da agricultura familiar no território do Alto Sertão Sergipano, situadas em áreas de assentamento da reforma agrária e comunidades tradicionais nos municípios de Nossa Senhora da Glória, Gararu, Porto da Folha e Monte Alegre de Sergipe. E deve envolver de forma direta 120 pessoas e atingir 400 indiretamente.

A partir desta quarta-feira, 28, a cidade de Nossa Senhora da Glória recebe a Equipe do Projeto Biodigestor. A agenda começa com a capacitação de pedreiras e pedreiros.
Na quinta-feira a capacitação é para as famílias participantes do projeto dos municípios de Monte Alegre, Canindé, Glória e Poço Redondo. Na sexta, encerra-se o primeiro ciclo de formação com as famílias de Porto da Folha e Gararu.

Benefícios - O projeto visa o aproveitamento dos saberes populares, que aliados a tecnologias sociais resultam na melhoria da qualidade de vida de mulheres e homens que vivem nas regiões mais secas do território sergipano. Outros benefícios dizem respeito à diminuição da poluição, já que o biogás quando queimado não produz fuligem e o biofertilizante que resulta do final do processo garante a produção de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos.