"Manifestações foram aquém das expectativas", diz ministra

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Publicada em 14/06/2014 às 00:46:00

Vinícius Lisboa
Agência Brasil

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, avaliou ontem (13) que as manifestações na abertura da Copa do Mundo ontem "ficaram muito aquém de qualquer expectativa". A ministra também afirmou que a secretaria vai acompanhar excessos das forças de segurança e de manifestantes na Copa do Mundo. "Posso estar muito equivocada, mas o número de manifestantes, somando todas as cidades-sede, não ultrapassou a cifra de 4 mil pessoas. Acho até que 4 mil é mais do que realmente aconteceu, em face dos milhões de brasileiros e de turistas que estavam comemorando e participando desse evento", comparou Ideli.
A ministra comentou a manifestação em São Paulo: "Um grupo pequeno de manifestantes quis impedir a principal via de acesso à Arena Corinthians. O direito de se manifestar não pode se contrapor ao direito das pessoas irem ao evento".
A ministra afirmou também que a orientação das forças de segurança é lidar com as manifestações dentro da legalidade e mencionou um episódio flagrado pela imprensa em que um manifestante, depois de imobilizado, foi atingido com spray de pimenta no rosto. "Nossa ouvidoria já tomou providências para aquele caso. Vamos tomar as providências que estão ao alcance do governo federal para que [o episódio] não se reproduza".
Ideli considerou a Copa do Mundo "um treino" para deixar um legado de melhor atuação de forças de segurança em momentos de conflitos de direitos: "Esse é para nós um treino, uma oportunidade para que a Copa possa fazer com que as forças policiais atuem dentro da legalidade, dentro do que o país estabelece como direito de todos nós".
Sobre as denúncias de que estaria ocorrendo uma retirada compulsória da população de rua de áreas turísticas do Rio de Janeiro e de outras cidades-sede, como uma tentativa de higienização, Ideli comentou: "Eu não posso dizer que isso não esteja acontecendo, mas estamos mobilizados para impedir que aconteça".