Mendonça diz que Eduardo faz o que os outros mandam

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Publicada em 10/07/2012 às 14:41:00

O bate-boca entre Mendonça Prado (DEM) e Eduardo Amorim (PSC) continua. Ontem o deputado federal  rebateu a declaração do senador de que Mendonça deve procurar tratamento psicológico.

"O que ele (Eduardo) cumpre na política é um papel totalmente equivocado, que é aquele papel menor de fazer o que os outros mandam, quando deveria ter personalidade própria. Mas quero dizer a ele que, se um dia eu entender que preciso de um psicólogo, eu irei, porque os psicólogos são profissionais que merecem respeito de todos nós", afirmou Mendonça.

O deputado acha que o senador precisa de assistência policial. "O senador Eduardo Amorim deveria ter preocupação é com os atos que ele pratica e com os atos que o chefe dele pratica, que é o Edvan Amorim - irmão do senador. Isso é que ele deveria se preocupar",  acusou.

A troca de acusações entre os dois parlamentares começou depois que o grupo político comandado pelos irmãos Amorim decidido apoiar o candidato do DEM a prefeito de Aracaju, o ex-governador João Alves, que é sogro de Mendonça Prado. O deputado disse que não sobe no mesmo palanque dos Amorim.

Mendonça pretende por um ponto final na polêmica. "Quero inclusive dizer que essa é a minha última entrevista porque estão querendo tirar proveito político e tentar desgastar João e esse não é o meu objetivo", disse.

Patrimônio - O deputado disse que tem o seu patrimônio todo ele registrado na Receita Federal, que paga os seus impostos em dia e que está com sua consciência tranquila. "No dia que ele (Eduardo) quiser e o chefe dele (Edvan) topar um debate, a gente pode mostrar tudo. Eu o que tenho e eles o que têm, para ver se nós estamos precisando de uma assistência psicológica e se algumas pessoas estão precisando de uma assistência policial, ou da Receita Federal ou de outros órgãos fiscalizadores", insinuou.

A troca de farpas também chegou ao deputado federal André Moura (PSDC), que recomendou a Mendonça ficar embaixo do palanque batendo palma. "Quero dizer a esse rapaz que jamais iria para debaixo do palanque aplaudi-lo, mas quero aconselhá-lo a convidar o ex-prefeito de Pirambú, Juarez Batista, o Gaguinho, das ilicitudes, das ilegalidades, das falcatruas que cometeu na Prefeitura de Pirambú, e que o deputado conhece bem e convivia bem. É este que pode aplaudi-lo nos palanques", reagiu Mendonça.

Conviccção política - Durante a entrevista  ao radialista George Magalhães, da Mega FM,  Mendonça buscou deixar claro que a sua questão é de convicção política, é uma questão de certeza daquilo que tem como conceito político e que não há nenhuma desavença de ordem familiar. "O que falo é porque repudio o comportamento dos Amorim e de outros políticos que os acompanham, mas não tem nada haver com família. A família é algo sagrado, que merece respeito e admiração de todos nós", comentou.