Categorias ainda não definiram volta às atividades

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Publicada em 19/06/2014 às 00:27:00

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

As categorias profissionais ligadas aos servidores e professores da Universidade Federal de Sergipe e Instituto Federal de Sergipe (IFS) ainda não definiram datas para retomarem às atividades em cumprimento à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou ilegal a greve.   

A diretoria do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), em Sergipe, informou que haverá assembleia geral amanhã, 14h, no IFS, para discutir com a categoria os encaminhamentos que serão adotados.

Os servidores do IFS suspenderam as atividades desde 21 de maio, um pouco mais de um mês após a paralisação por tempo indeterminado deflagrada pelo comando nacional de greve.

Na UFS, os servidores estão em greve há mais de 70 dias, três meses depois da Federação dos Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA) deflagrar a paralisação nacional.   
Os servidores administrativos da UFS também já têm uma assembleia marcada para discutir a agenda que irão adotar a partir da decisão do STJ.

A assembleia será na próxima quarta-feira, às 9h, no auditório do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe (Codap/UFS). "A categoria vai decidir o assunto durante a assembleia da mesma forma que fizemos quando deliberamos pela deflagração da paralisação por tempo indeterminado", informou a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativo em Educação da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs), Adriana Torres Azevedo.

Ela criticou a decisão do STJ. "É uma criminalização ao direito de greve dos trabalhadores", definiu. Adriana ressaltou ainda que nem mesmo no período de ditadura militar no Brasil, o movimento grevista sofreu tanta repressão. Ontem pela manhã o sindicato foi oficializado sobre a obrigatoriedade de suspensão a greve. "Fomos comunicados por um telegrama, mas continuamos mobilizados", disse.
Os servidores da UFS estão entre os profissionais das universidades federais que iniciaram o andamento das negociações acerca da redução da jornada de trabalho com turnos contínuos, mas outras pautas reivindicatórias ainda estão pendentes.

Após mobilizações realizadas pela categoria, a universidade chegou a assinar um termo de compromisso do acordo firmado sobre a mudança da jornada de trabalho, atualmente de 40, para 30 horas. A medida será instaurada por uma comissão paritária dentro dos próximos meses. O movimento grevista foi iniciado como forma de fazer o Governo Federal cumprir o acordo de conceder reposição salarial acima da inflação, criar Grupos de Trabalho para discutir democratização na universidade e realizar concurso público.

Outra categoria em greve é a dos professores da UFS, que ainda não foram notificados da decisão. Os profissionais realizarão assembleia geral às 14h do dia 26 de junho no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (ADUFS). O resultado da mesa de negociação com a reitoria da universidade e manutenção da greve serão as principais pautas em discussão. Os professores da UFS iniciaram a greve no dia 03 de junho. A categoria tem pautas conjuntas envolvendo os campus de São Cristóvão, Laranjeiras, Lagarto e Itabaiana. Entre as reivindicações estão a instalação de infraestrutura adequada e melhores condições de trabalho. Pela decisão do STJ, caso não haja o retorno imediato às atividades, as representações sindicais estão sujeitas a pagarem uma multa de R$ 200 mil.