Elvis Boamorte no Tio Maneco Botequices

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
No coração da aldeia
No coração da aldeia

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 19/06/2014 às 00:34:00

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Elvis Boamorte jura Que a expressão "do cabrunco" é uma particularidade da prosa sergipana, razão pela qual adotou o advérbio de intensidade para batizar o projeto que apresenta hoje à noite, ao lado do baterista Ravy Bezerra, no palco improvisado do Tio Maneco Botequices. A ideia é prestar um tributo à música parida no coração da aldeia.
Releituras de artistas e bandas como Alcides Mello, The Baggios, Ismar Barreto, Naurea, Irmão, Nino Karvan, Patrícia Polayne, Reação, Deilson Pessoa, Marcos Chulé, Cabedal, Karne Krua, Ode ao Canalha, Plástico Lunar e Oganjah, são conjugadas a composições próprias, além de algumas inéditas.

Por mais pungente que seja a música dos nossos, contudo, não existe carta de recomendação mais eficiente do que o EP promocional lançado à frente dos Boavidas, há mais ou menos três anos. Uma prova da lacuna deixada pelo fim da banda (em recesso eterno, até prova em contrário) e do prometido disco oficial, que ainda não veio.

Tambores e mudernagens - Poucas bandas conseguem reproduzir no trabalho apresentado ao público a personalidade de músicos com histórias, trajetórias e influências tão diversas quanto os Boavidas. As mudernagens da guitarra de Allen Alencar, por exemplo, dificilmente encontrariam o baque do folclore local com tanta naturalidade em projeto diferente. Os Boavidas fazem música pop, com pegada e balanço pra ninguém botar defeito.

Tambores, dubs, beats e overdrives. Nada disso faria muito sentido sem o nó apertado que amarra e ata os acordes à experiência sugerida pelas letras das canções. Nelas, uma urgência contemporânea, fast demais, questiona e reflete o fugidio das sensações, porque tudo o que é sólido desmancha no ar e não está fácil pra ninguém.

Importante lembrar que o EP Promo da Elvis foi gravado com produção, mixagem e masterização de Léo Airplane e Dudu Prudente, e colaboração de Dudu Prudente, Pedrinho Mendonça, Léo Airplane, Rafael Ramos e Betinho Caixa D'água. Uma cambada gente fina, nas cinco faixas do registro.