OS MARQUETEIROS DE JACKSON OS MARQUETEIROS DOS AMORINS

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Publicada em 22/06/2014 às 00:08:00

Parecem confirmadas mesmo as previsões otimistas repetidas pelo dono de doze partidos e de inúmeras consciências, o alquimista politico-negociante Edivan Amorim, de que o seu irmão e produto, o senador Eduardo concorreria ao governo formando o mais amplo arco de alianças já surgido em Sergipe. Ofensas recíprocas, magoas acumuladas estariam superadas, e assim, Amorim teria ao seu lado como vice o deputado federal Valadares Filho, e como senadora a ex-sogra Maria do Carmo.
Tanto Valadares Filho como Maria do Carmo são políticos qualificados, pessoas com trajetória conhecida na vida política , têm um espaço que construíram imprimindo nele suas características pessoais. Jackson Barreto concorreria sem o respaldo de aliados como o senador Valadares, num rompimento para o qual até o momento não há explicações plausíveis, enquanto caíram no esquecimento aquelas recentes asperezas dos porta-vozes de Edivan em relação ao senador que apontavam como inimigo a ser esmagado. Circunstancias da política que de tão comuns nem mais desqualificam ou engrandecem os seus protagonistas. Já a senadora Maria do Carmo, apesar do seu conhecido temperamento forte, teria amaciado as restrições feitas ao ex-genro, embora não esquecidas de forma alguma pelo genro Mendonça Prado que sempre lhe foi rigorosamente leal, e pela própria filha Ana, que não consegue engolir uma aliança dos pais com alguém por ela enxergado como pessoa absolutamente inconfiável e falsa. Também são circunstancias da política diante das quais seria bem melhor qualificar um debate em torno de problemas maiores, que na realidade dizem respeito aos interesses do povo sergipano. Tanto João Alves e Maria quanto Valadares pai e Valadares Filho teriam sopesado os riscos e os efeitos da propalada aliança, e sobretudo, supersticiosos que são, avaliado as consequências terríveis que, como uma maldição, recaíram sobre quase todos os líderes políticos ou homens de negócios seduzidos pelo poder, que fizeram alianças com o prestidigitador Edivan Amorim. Mas essa é outra estória.
Oportuno agora avaliar como será feito o trabalho dos marqueteiros que serão contratados pelos contendores.
Carlos Cauê estará comandando a pequena equipe que fará a campanha de Jackson. Edivan Amorim trabalha com nomes diversos, que vão desde marqueteiros locais a empresas paulistas como aquela que criou o Sim Sim, Amorim, Amorim, na eleição para o senado, onde a ausência de contendores e também de críticos, fez com que o candidato navegasse num mar tranquilo de concordâncias ou indiferenças que o favoreceu sobremodo.
Os marqueteiros de Jackson irão trabalhar com a sua história, com a conhecida biografia do político que fez sua trajetória ligado às causas populares, que, como governador tem mostrado resultados nítidos, até surpreendentes, de uma atuação dinâmica e proativa. Quem folheou o Jornal da Cidade do último domingo dia 15 poderá ter lido uma matéria de insuspeitos articulistas onde são mostrados números reais que revelam sucessos na condução do processo de desenvolvimento de Sergipe, cifras que se destacam como as melhores entre estados nordestinos. Há, digamos assim, panos para as mangas, servindo para mostrar a competência de um governante que depois de curto espaço de tempo no poder se credencia a permanecer por mais quatro anos. Há problemas graves? Sem duvidas mas, no caso da saúde, por exemplo, já se notam mudanças positivas desde que Jackson assumiu o controle da até então tumultuada Fundação de Saúde, e ai entrará a questão da negativa dos recursos do Proredes que serviriam para melhorar a saúde e foram inviabilizados pela sabotagem organizada na Assembleia pela presidente Angélica, que repete o mesmo feito com o Proinveste, coisas das quais o eleitor sergipano tomará pleno conhecimento. Os marqueteiros de Eduardo Amorim terão o trabalho maior de produzí-lo, de fabricá-lo com a maquiagem que se deve fazer nas faces que necessitam de amplos e habilidosos retoques, ou disfarces, para torná-las em alguma coisa aceitável, na qual se possa acreditar. O sergipano comum, o povo, a gente que sofre no dia a dia da rotina dos que estão longe dos gabinetes dos acordos de cúpula, tanto não os entendem como sabem que deles não sairão beneficiados. Resta saber o que a essa massa de gente tanto esquecida e agora também tão curiosa, poderão dizer os marqueteiros do candidato desse inusitado arco de aliança que abrange a flor da elite da cíclica oligarquia sergipana.