Huse registra crescimento do número de crianças vítimas de queimaduras

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Publicada em 26/06/2014 às 00:11:00

A Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) registrou, nos dias 23 e 24 de junho, 29 atendimentos. No mesmo período do ano passado, esse número foi de 36 atendimentos. Além dos fogos de artifício, foram registrados casos de queimaduras por líquidos aquecidos, alimentos quentes e substâncias inflamáveis.
Apesar da redução de vítimas, houve um aumento considerável do número de crianças atendidas em relação ao ano passado. "Este é um fator preocupante. Em 2013, foram seis atendimentos a crianças vítimas de queimaduras por fogos. Já este ano, o número subiu para nove. É preciso lembrar aos pais que evitem que os filhos de manuseiem fogos de artifício", destacou a coordenadora médica do serviço de cirurgia plástica do Huse, Moema Santana.
Já o índice de amputações de dedos e membros por queimaduras se manteve o mesmo. Nos dois anos, foram contabilizados oito casos. "Apesar de o índice se manter o mesmo, tivemos outro fato alarmante que é o aumento de amputações em crianças. No ano passado, das oito amputações de dedos e membros, cinco foram em adultos e três em crianças. Já este ano, o número de crianças dobrou saindo de três para seis, enquanto que, em adultos, caiu para dois", apontou Moema Santana.
Outro fato preocupante é a gravidade dos casos de lesões por queimaduras. "Em 2013, apesar de o número ter sido alto, a maior parte dos atendimentos foram casos de pacientes com quadros clínicos mais simples e que tiveram solução no ambulatório. Já este ano, dos 29 atendimentos registrados, 11 pacientes tiveram a necessidades internação para tratamento de forma mais intensa. Este fator é o que comprova o crescimento dos casos mais graves", pontua.

Estrutura da UTQ - No início do mês de junho foram montados quatro leitos na ala D do setor de Internamento da unidade hospitalar. A medida teve a finalidade de diminuir os riscos de infecções no paciente lesionado por queimadura e ampliar a oferta de leito hospitalar para este tipo de caso.
Semelhante ao que aconteceu no São João, entre os dias 28 a 30 de junho, a UTQ estará em alerta por também ser um período crítico. Segundo a gerente da Unidade de Tratamento de Queimados, Wandressa Nascimento, a equipe está composta por dois cirurgiões plásticos e um auxiliar.
"Ao chegar à unidade, o paciente queimado é avaliado e recebe o atendimento adequado. Os pacientes mais graves são encaminhados para o centro cirúrgico e, posteriormente, para as internações. Os pacientes com casos mais simples recebem atendimentos ambulatoriais e, em seguida, são liberados", comenta Wandressa Nascimento.