Polícia é chamada para conter tumulto no Huse

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Publicada em 26/06/2014 às 00:12:00

Cinco equipes da Polícia Militar foram chamadas para conter uma confusão iniciada às 15h de ontem no pronto-socorro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no bairro Capucho (zona oeste de Aracaju). O tumulto foi causado pela demora no atendimento da área azul do hospital, que estava superlotada de pacientes que aguardavam o socorro médico. Segundo testemunhas, uma criança começou a passar mal na fila de atendimento e houve protesto por parte dos outros acompanhantes, que reclamavam ainda de que outras pessoas foram atendidas na frente delas.
Um rapaz chutou a porta de acesso à área de atendimento e foi contido pelos seguranças. Houve empurra-empurra e um adolescente levou um murro na boca. Um suposto policial também foi agredido por pessoas que o acusaram de ter tentado sacar uma arma. A PM chegou rápido ao local e conseguiu acalmar os ânimos. Ninguém foi detido.
A Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) atribuiu o problema à falta de atendimento das unidades básicas de atendimento da capital e à excessiva presença de pacientes com casos considerados leves. Segundo o porta-voz José Castilho, o setor azul do Huse recebeu mais de 100 pacientes acima da capacidade atual, que é de 35 leitos. "Esses pacientes deveriam ser atendidos por unidades de baixa complexidade, não é o papel do Huse atende-los. Só que o Huse é uma unidade de porta aberta, que atende a todos os casos que chegam. Não fechamos a porta para ninguém, mas nós não atendemos por ordem de chegada, temos que dar prioridade para os casos mais graves e mais urgentes", argumenta Castilho.
A direção do Huse afirma que houve interrupção no atendimento das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) Nestor Piva (zona norte) e Fernando Franco (zona sul). Sobre isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou em nota que, dos três médicos que estavam escalados para o plantão na UPA Nestor Piva, dois apresentaram atestado e não foram trabalhar. Ainda de acordo com a nota, o atendimento foi normalizado ao início da noite. (Gabriel Damásio)