Federação denuncia concessionárias de veículos por prática antissindical

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Publicada em 27/06/2014 às 00:46:00

A denúncia contra as empresas Renovel e Samam está sendo encaminhada ao Ministério Público do Trabalho para que seja investigada a suposta conduta. De acordo com o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe, Fecomse, Ronildo Almeida, as concessionárias estariam coagindo seus funcionários, com a ameaça de perda do emprego, a assinarem uma lista desautorizando o sindicato da categoria a representá-los no processo de negociação para fechamento do acordo coletivo de trabalho 2014/2015.

Os comerciários estão, há um mês, em negociação salarial com todos os setores do comércio. Os patrões querem o retorno do banco de horas ao invés do pagamento de hora extra. Há informes de que a empresa Samam, por meio do departamento de Recursos Humanos, fez correr uma lista na empresa, com a orientação de que os empregados a assinassem, manifestando a sua concordância com o banco de horas, que já havia sido rejeitado pela categoria nas rodadas de negociações.
"Foi informado pelo gerente que quem não assinasse o documento seria dispensado. Essa prática desleal, antijurídica e antissindical caracteriza vingança e perseguição à categoria, incabíveis nesse momento de processo de negociação, por isso estamos solicitando uma investigação promovida pelo Ministério Público do Trabalho", declarou o presidente da Fecomse.

Segundo o sindicalista, essas empresas não têm interesse em negociar com o sindicato que representa a categoria, dificultando o processo de negociação com a falta de diálogo. Os empregados das concessionárias estão há dois anos sem reajuste salarial porque as empresas se recusaram a assinar o acordo coletivo de trabalho referente a 2013/2014, assinado pelos demais setores do comércio.  O dissídio está tramitando na Justiça do Trabalho.
"Tem concessionárias de veículos pagando salário mínimo aos empregados, valor inferior ao piso da categoria que é pago pelos demais setores do comércio, e ainda querem impor o banco de horas. São empresários que fazem parte da sociedade, mas com condutaque viola, além da liberdade e autonomia do sindicato, o direito individual do trabalhador", disse Ronildo.
Além de recorrer ao Ministério Público do Trabalho, a Federação dos Comerciários pede a intervenção do governador do Estado, Jackson Barreto, e da classe política para tentar resolver esse problema.