Vera Lúcia ironiza declarações de bens de candidatos

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Publicada em 11/07/2012 às 14:42:00

A candidata a prefeita de Aracaju pelo PSTU, Vera Lúcia, comentou ontem com ironia a declaração de bens do candidato do DEM, João Alves. "João Alves declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) um patrimônio de R$ 358 mil, referente a um apartamento duplex. Uma coisa eu tenho certeza: Eu sou pobre, João Alves é rico e pensa que nos engana", disse.

Ela acrescentou que "João Alves faz voto de pobreza, mas declarou que pretende gastar R$ 12 milhões de reais na campanha eleitoral. Com esse dinheiro poderiam ser construídas casas populares aos desabrigados das chuvas e postos de saúde para atender a população pobre"

Vera Lúcia também comentou a declaração dos outros candidatos à Prefeitura de Aracaju.  "Os outros candidatos também declararam que irão gastar fortunas - Valadares Filho (PSB), R$ 5 milhões, Reinaldo Nunes (PV), R$ 3 milhões; Almeida Lima (PPS), R$ 2 milhões. Eles gastarão todo esse dinheiro porque precisam mentir para a população. Será necessário contratar ótimas produtoras para elaborar programas televisivos fabulosos. Mascarar a realidade custa caro", diagnosticou.

"João Alves não é pobre, assim como nenhum dos outros candidatos à prefeitura de Aracaju. A população nunca encontrou com eles dentro dos ônibus sucateados e lotados que circulam pelas ruas de nossa cidade. A população nunca viu nenhum deles enfrentar as filas nos hospitais públicos. A população nunca viu nenhum deles fazendo compras nas feiras livres de Aracaju", enfatizou Vera Lucia.

Mundo real - Para a candidata, há uma enorme diferença entre ela e os demais candidatos. "Eu sei o que é andar de ônibus de péssima qualidade; sei o que é depender da saúde pública que vive um caos, e sei a dificuldade que passa uma mãe e um pai de família ao fazer a feira e perceber que os alimentos ficam cada vez mais caros. Essa é a diferença entre mim e os outros candidatos. Eu vivo no mundo que vive a maioria da população de Aracaju. Eu vivo no mundo real. Eles vivem no mundo dos poucos privilegiados".

Ela explicou por que não fez declaração de bens à justiça eleitoral. "Não declarei nenhum bem ao TRE pelo simples fato de que não possuo nenhum. Não posso declarar o simples apartamento que vivo com meu esposo, minha filha e minha irmã pelo simples motivo de que ele é fruto de uma ocupação popular. E tenho orgulho de dizer que moro em uma ocupação. Não vivo em apartamento duplex de luxo. Verdadeiros palácios que ofendem os pobres de nossa cidade".

Segunda da candidata do PSTU, "João Alves pode mudar seu visual, é um direito que lhe cabe. Porém, a fantasia de bom franciscano não lhe caiu bem. Seu forçado voto de pobreza não engana ninguém. O candidato do DEM é o único empresário da construção civil que não obtém lucro! Como diz uma música no ritmo do forró, "ai que dó".

Ela defendeu mudanças de hábitos e práticas nestas eleições. "Não podemos mais aceitar mentiras. O povo aracajuano precisa romper com a mesmice e o velho jogo de cartas marcadas que têm garantido um esquema de troca de cadeiras entre os mesmos governantes. Nada é impossível de mudar. Nossa candidatura está a serviço de um projeto que visa garantir uma Aracaju para os trabalhadores", completou.