A islamofobia e o terrorismo israelense

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Publicada em 17/07/2014 às 00:45:00

* Lelê Teles

Pra começo de conversa vamos ao que realmente interessa: sim, o islã tem fanáticos e radicais. Mas qual religião não os têm?
Não temos visto crentes destruindo e tocando fogo em terreiros? Não vimos pastores pregando o ódio contra homossexuais? Não tivemos papa dando apoio aos nazistas?
Na França, proibiram as garotas de irem à escola usando véu, alegaram que por ser laica, a escola francesa não poderia aceitar alunas fazendo proselitismo de sua religião.

O que é uma retórica infantil, laicismo não é isso.
Uma coisa é a escola não ser prosélita, outra é ela ser islamofóbica. Afinal, as mocinhas francesas vão à escola com vestes cristãs. Ou não? Lembra que os padres cobriram as "vergonhas" das indiazinhas com as mesmas vestes que as francesas vão às aulas?
Em 1948, a ONU determinou a criação do estado de Israel. Para isso, os palestinos, que já viviam na região e de lá nunca haviam saído, foram obrigados a entregar as chaves de suas casas para que os judeus europeus nelas habitassem.

Imagina você saindo de sua casa com sua família, sem ressarcimento e sem uma outra casa pra morar, e entregando as chaves a uma família europeia por determinação da ONU.
E deixando pra trás sua história e a terra dos seus ancestrais.
Lutar contra a ocupação europeia na região não é ser anti-semita, mesmo porque os palestinos são semitas, os sionistas israelenses é que estão sendo anti-semitas.
Não se esqueçam, grande parte dos judeus em Israel não são semitas, são europeus convertidos. Estão falseando a história, estão querendo transformar uma religião em uma etnia, na cara dura, o que é um absurdo.

Israel tampouco é um Estado, não tem sequer uma constituição ou delimitação territorial. Israel, dirigida por sionistas, é uma teocracia, militarista, expansionista e racista.
Sim, os sionistas são racistas, a própria ONU reconhece, e praticam o terrorismo de Estado, por território e água.
Tem muito pouco a ver com religião o que ocorre agora naquela região. É geopolítica. Israel alarga descaradamente suas fronteiras, roubando território dos palestinos, e massacra o povo usando de um poderio bélico desproporcional, eles têm a quarta força militar mais poderosa do planeta.

Usam caças e mísseis contra uns caras que jogam neles pedras e fogos de artifício, é Davi contra Golias.
Há terroristas islâmicos, claro. Há terroristas judeus? Há um Estado inteiro! Mas disso não se fala. Porque qualquer coisa que um muçulmano faça tem ver com a religião dele e o que faz um cristão, não?
Os nazistas eram cristãos, foram os cristãos que explodiram duas bombas atômicas nas cabeças de mulheres e crianças no Japão; eram os cristãos que tocavam fogo em pessoas que discordavam de sua doutrina; eram cristãos os racistas europeus que criaram o regime do apartheid na África do Sul e meteram Madiba por 27 anos em uma cadeia; foram os cristãos que invadiram continentes e estupraram mulheres, assassinaram homens, escravizaram povos e roubaram riquezas.
O cara que matou Kennedy era ateu!
Por favor, sem essa de anti-semita quando alguém é contra os sionistas europeus convertidos ao judaismo que vivem em Israel e jogam bombas em mulheres e crianças semitas na palestina.
Há judeus árabes? Muitos.

Os cristãos, Bush era um cristão fervoroso, na falácia de acabar com o terrorismo islâmico no Iraque, praticou o terrorismo cristão de Estado, pilhando museus, saqueando riquezas e assassinando civis; em Abu Ghraib praticavam as mais abjetas formas de torturas.
Por que a religião de Bush nunca apareceu? Ele é ateu?
Os judeus estão transtornados com a chegada de negros a Israel e já pensam em expulsá-los. Os judeus querem ser uma raça pura, assim como queriam os nazistas; os sionistas judeus atacam populações civis, assim como faziam os nazistas.

Europeus convertidos ao judaismo praticam terrorismo de estado contra semitas na Palestina, são anti-semitas.
Abraão (Ibrahim), nasceu onde hoje é o Iraque. Jesus nasceu onde hoje é a Palestina. Cuidado com o que dizem os jornais e não chame um palestino de anti-semita, isso é um oxímoro.

* Lelê Teles é jornalista e roteirista