Quando foi prefeito, Jackson revestiu mais de 10 canais

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A médica sanitarista Cláudia Menezes
A médica sanitarista Cláudia Menezes

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Publicada em 20/07/2014 às 00:10:00

Com cobertura de rede de esgoto em 50% de seu território, Aracaju pouco lembra a capital da década de 90, quando havia poucas vias de escoamento de águas pluviais. Quando foi prefeito da cidade, Jackson Barreto revestiu inúmeros canais que antes eram valetas que entupiam e viravam vetores de doenças. Hoje à frente do governo do Estado, ele investe na reestruturação da rede sanitária da Grande Aracaju.

Quando assumiu a prefeitura, primeiro em 1986 e depois em 1993, Jackson encontrou a região periférica da capital recortada por valetas. Em menos de quatro anos, o prefeito revestiu mais de 10 canais, urbanizando as regiões mais carentes da cidade, ao tempo que investia na saúde da população, evitando a contaminação e proliferação de doenças infecciosas como diarreia e esquistossomose.
"Tínhamos um cinturão de pobreza circulando Aracaju. Quando assumimos a prefeitura, fizemos diversas obras estruturantes. Construímos escolas, centros de Saúde, creches, calçamos dezenas de ruas e fizemos o revestimento de canais. É um legado imenso. A maior obra de revestimento de canais de Aracaju foi feita na minha gestão como prefeito. Começamos com o canal do bairro América, na avenida Brasil, e fizemos também os canais do bairro Brasília, do bairro Industrial, do Almirante Tamandaré, do Santos Dumont, o canal da Rua Amapá no Siqueira, da avenida Maranhão entre outros", relembra Jackson.

Impactos sociais - Para a médica sanitarista Cláudia Menezes, os investimentos em saneamento básico refletem diretamente na saúde e produtividade da população. "Todo trabalho em saneamento tem vários impactos sociais: impacto na área de saúde, na área econômica, porque as pessoas adoecem menos, logo perdem menos trabalho. Também se gasta menos em saúde, com medicamentos e internação", afirma.
"Podemos correlacionar essa melhoria dos indicadores de saúde com os investimentos em saneamento básico, que se iniciaram na época em que Jackson trabalhou como prefeito de Aracaju, mas que ao longo dos últimos anos ele teve oportunidade de dar continuidade como vice-governador, junto ao ex-governador Marcelo Déda, e à frente do governo do Estado. As obras de saneamento básico são discretas e estruturais, às vezes com pouca visibilidade, mas essenciais para a saúde, o desenvolvimento e a qualidade de vida da população sergipana. É importante frisar outros fatores que também contribuem para a melhoria dos indicadores de saúde, como a melhoria do nível educacional da população, melhoria da renda, e atuação dos serviços e profissionais de saúde", explica.

A relação entre saneamento e saúde pode ser aferida através dos índices de doenças infecciosas intestinais e do número de internações, no Sistema Único de Saúde, por doenças diarreicas. Conforme dados da Vigilância Epidemiológica Estadual, nos últimos seis anos, o número de óbitos por doenças infecciosas intestinais reduziu 77%, saindo de 176 casos em 2008 para 40 casos em 2014. Em Aracaju, a diminuição foi de 50% dos casos. Já o número de internações por doenças diarreicas caiu 79% em todo o estado, no mesmo período.

Cláudia destacou o impacto positivo dos serviços de abastecimento e de esgotamento sanitário nos bairros: com a rede sanitária implantada e vias pavimentadas, os serviços de utilidade pública - como transporte, correios, energia elétrica - tornam-se viáveis.
"Ao revestir os canais, você passa a dar um destino àquela água contaminada. Saneamento básico é essencial para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para a urbanização. Jackson Barreto tem esse olhar mais cuidadoso com a população pobre e vulnerável e ninguém pode negar isso. Os benefícios dessas obras são gerais, mas a população carente é priorizada", afirma a sanitarista.

"Jackson veio aqui" - Moradora do conjunto Manoel Preto há mais de 30 anos, a dona de casa Celenê Santos de Araújo relembra as dificuldades enfrentadas quando não havia esgotamento na região. "Não podíamos ter móveis e eletrodomésticos novos porque a valeta que cortava a rua sempre enchia e a água invadia as casas. Quando chovia, tínhamos que sair de casa por causa dos ratos e insetos. Quando Jackson foi prefeito, nossa situação começou a melhorar porque ele veio aqui, fez o canal e calçou as ruas", conta.
"Depois que Jackson Barreto fez esse canal, tudo melhorou. Até as muriçocas desapareceram. Quando cheguei aqui, com minha esposa e filha recém-nascida, a rua tinha um córrego que transbordava sempre que chovia ou a maré enchia. Muitas vezes, eu e outro vizinho limpávamos o córrego para a água escoar", recorda o aposentado Odilon, residente da rua Filadelfo Dórea, zona norte da Capital, há 40 anos.