Bancários querem 10% de aumento real

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Publicada em 11/07/2012 às 15:02:00

Os bancários de Sergipe aprovaram o índice de 10% de aumento real mais a inflação do período (5%), a ser apresentado na Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada em Curitiba, nos dias 22 e 23 deste mês. A Conferência de Aracaju tratou de quatro eixos básicos: emprego, remuneração, saúde e a necessidade de se fazer uma conferência nacional do sistema financeiro.

O presidente do SEEB/SE, José Souza, abriu o evento desejando uma boa conferência aos bancários representantes da categoria nos dez sindicatos filiados à Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (FEEB BA/SE): o Sindicato da Bahia e os regionais de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus, Irecê, Jequié, Jacobina e Juazeiro.

Debates - Durante os dois dias de conferência, os 211 bancários participantes debateram sobre a campanha salarial 2012, deram informes específicos de cada banco, assistiram palestra sobre Conjuntura Econômica Nacional, aprovaram pautas de reivindicações e elegeram os delegados para a Conferência Nacional. Sergipe tem direito a enviar seis delegados, sendo duas mulheres.

A palestra sobre Conjuntura teve como expositor Luis Moura, economista e coordenador do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de Sergipe. Ele lembrou que os banqueiros deverão utilizar a redução dos juros como desculpa na mesa de negociação. "O setor financeiro vai estar afinado com o discurso em relação à crise econômica, apesar de que os bancos continuam tendo excelentes lucros", disse Luis.

Emanoel Souza, presidente da FEEB BA/SE, falou sobre a crescente rotatividade na categoria bancária. "Estão trocando a mão de obra mais antiga para redução dos salários. É necessário se fazer um enfrentamento no dia a dia contra o desemprego. Temos que colocar na ordem do dia a necessidade de mais contratação com a questão do respeito à jornada de seis horas semanais", defendeu.

Deliberações - Além do índice de 10% mais inflação do período, os bancários decidiram lutar pelo piso nacional da categoria equivalente ao salário mínimo calculado (junho) pelo Dieese (R$ 2.416,38), a reposição das perdas salariais do governo FHC, a valorização das mesas específicas de cada banco, a distribuição de 20% de forma linear do lucro líquido na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) do funcionalismo, o fim das metas e do assédio moral e o respeito à jornada de seis horas.