Professores mantêm ocupação da prefeitura de Lagarto

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Publicada em 23/07/2014 às 00:46:00

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

O prédio da Prefeitura de Lagarto continua ocupado pelos professores da rede municipal de ensino da cidade. Os trabalhadores protestam contra a proposta apresentada pela administração municipal em pagar o retroativo do valor do piso do magistério em 12 parcelas a serem quitadas somente a partir do ano que vem.

Na avaliação da categoria, por enquanto não há negociação. "Até agora não recebemos o reajuste do piso salarial de 2014, que deveria ter sido pago em janeiro, como determina a Lei Federal 11.738/2008. Sugerimos que a prefeitura pagasse o piso neste mês e não aceitamos um parcelamento tão extenso como vem sendo colocado pela gestão municipal para pagar o retroativo em 12 parcelas e somente no ano que vem. O maior agravante é que o mesmo procedimento deve ser adotado em relação ao pagamento de outros direitos trabalhistas do mês de dezembro. Desse modo, ao invés de ganhos, teremos perdas acumuladas", critica José Edson de Souza, coordenador da base Centro-Sul do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Oficial de Ensino em Sergipe (Sintese).

Ele relata que na noite de segunda-feira, quando foi iniciada a paralisação das aulas por período de 4 dias, a comissão de negociação do Sintese procurou o padre da cidade, Raimundo Diniz, para solicitar que intermediasse uma conversa entre a categoria e a administração municipal.
Na manhã de ontem, o padre agendou uma reunião durante a noite na paróquia da cidade entre os professores e o prefeito José Willame de Fraga (PSDB), conhecido como Lila Fraga. "A depender da proposta que venha a surgir podemos desocupar o prédio e retomar as aulas antes mesmo da assembleia geral que acontece amanhã, às 9h", informa Edson de Souza.

Ele salienta que os professores estão cansados da falta de compromisso do prefeito em relação ao magistério do município e que por esta razão a categoria decidiu ocupar na manhã da segunda-feira, a prefeitura da cidade. "Estamos mobilizados e lutamos para exigir a garantia dos nossos direitos", avisa.
O professor enfatizou ainda que nas últimas audiências entre Lila Fraga e a comissão de negociação do sindicato, o prefeito havia se comprometido a pagar o reajuste do piso em julho e negociar a melhor forma para o pagamento do retroativo, referente aos meses de janeiro a julho.

O dirigente do Sintese disse ainda que sem nenhuma justificativa o prefeito voltou atrás do que já estava acordado com a categoria. "A administração municipal apresentou outra proposta de começar a pagar o reajuste do piso em agosto e dividiria os sete meses de retroativo (janeiro a julho) em 12 parcelas, que começariam a serem pagas somente em janeiro 2015, o que não aceitamos", explica.
Segundo informações de representantes da prefeitura, os passivos salariais dos professores referentes a 2012 estão sendo pagos gradativamente. Ainda segundo informações da prefeitura, a mesma está enfrentando dificuldades com escassos recursos gerados por dívidas contraídas na gestão anterior.