Comerciante é morto por assaltante na própria casa

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Publicada em 23/07/2014 às 00:47:00

O comerciante Juracir Santos Rocha, 49 anos, foi assassinado às 3h45 de ontem por três bandidos que assaltaram a sua residência na rua Fernando Sampaio, bairro Atalaia (zona sul de Aracaju). O crime aconteceu quando ele e a esposa preparavam-se para viajar até o sítio de sua propriedade, no interior da Bahia. Segundo testemunhas, o trio estava em um Fiat Uno de cor branca que parou em frente à casa. Dois dos bandidos esperaram no carro pelo terceiro, que entrou na residência e matou Juracir com dois tiros, sendo um no peito e outro na cabeça. Os ladrões fugiram levando uma televisão de LCD de 50 polegadas.

De acordo com um dos enteados do comerciante, Tiago Santana Mello, ele e a mulher estavam colocando objetos no carro em que viajariam, como costumavam fazer semanalmente e durante a madrugada. O portão da garagem estava aberto, o que pode ter atraído os bandidos. "Quando eles já estavam de partida e minha mãe tinha só ido buscar sua bolsa no quarto, ela foi abordada por um marginal, que apontou uma arma pra cabeça dela. Ele já chegou pedindo dinheiro e pegando a bolsa dela. Quando o meu padrasto saiu da cozinha, ele viu aquela situação e só fez abrir os braços pra perguntar: 'O que é isso? Calma!'. Sem nenhuma intenção de reagir. Mas ele foi baleado covardemente", lamenta Tiago.

Depois de atirar na cabeça de Juracir, matando-o na hora, o assaltante deu mais um tiro contra o peito dele e fugiu levando a TV para o carro. A mulher do comerciante, em ato de desespero, chegou a correr atrás do Uno. Vizinhos viram a fuga dos bandidos e chamaram a Polícia Militar, que chegou rápido e ouviu o relato detalhado da viúva. O corpo de Juracir, que era padrasto da cantora Luciane Mello (ex-vocalista da banda de forró Magníficos), foi sepultado ontem à tarde.

Preso - O autor do tiro contra a vítima foi preso quatro horas depois, às 7h30, na Rua Maria Pureza, bairro Coroa do Meio. Jeferson Ribeiro Tavares, 19, foi denunciado por um telefonema ao Ciosp (190). No local, soldados da Companhia de Policiamento de Turismo (CPTur) e agentes da Coordenadoria de Polícia da Capital (Copcal) encontraram o Uno branco estacionado  e foram informados que o condutor estava dormindo na casa vizinha. Ao ser descoberto, Jeferson ficou muito nervoso, mas se entregou aos policiais e negou o crime.
"Nós temos provas de que ele teve acesso à cena do crime. O Jeferson estava com a televisão levada da casa e tinha apenas uma das sandálias que ele usava, porque a outra foi esquecida na casa do comerciante", disse o chefe de relações-públicas da PM, tenente-coronel Paulo César Paiva. O acusado também foi reconhecido pela viúva de Juracir, por meio de uma foto levada por policiais que foram ao velório dele. "Ela não teve dúvidas ao afirmar que Jeferson era o responsável por matar o seu marido", resumiu a delegada-geral de Polícia Katarina Feitoza. Agora, a polícia também procura por outros dois homens que ajudaram Jeferson no crime, de prenomes 'Neneco' e 'Batista', e seriam autores de outros assaltos cometidos na zona sul da capital.