Na boca do povo

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Poucos fizeram tanto
Poucos fizeram tanto

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Publicada em 28/07/2014 às 15:48:00

Antes de quedar ajoelhada aos pés de Deus, como se confessou em entrevista concedida a esse que vos escreve após a publicação de 'Matheus em cordel' (2011) - quarto livro de uma lavoura que começou a dar frutos há cerca de 30 anos, quando uma filha de Itabaiana resolveu correr o mundo com o propósito de colocar a música sergipana na boca do povo -, Antonia Amorosa encarna todas as virtudes e pecados de sua geração. A cantora preferida de Ismar Barrreto pode não ter acompanhado o curso dos dias, enraizada como está no pedaço de chão conquistado lá em não sei quando. Fechada em copas, arredia ao diálogo com os meninos de hoje, ela pode, no entanto, colocar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos. Poucos fizeram tanto a troco de quase nada. "Sou de uma geração em que o artista sergipano realizava shows em todo o Estado, e era em torno de 100 shows por ano. Eu pergunto: qual artista local, com exceção da Calcinha Preta (que não se conta nesta conta), tem conseguido realizar pelo menos 50 shows por ano em nossa própria terra? Quais as músicas sergipanas que são conhecidas em todo o Estado de Sergipe, de uma ponta a outra, cantada na boca do povo?".