Tônia Carrero

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
ELA É UMA SUPERSTAR HÁ QUASE 60 ANOS
ELA É UMA SUPERSTAR HÁ QUASE 60 ANOS

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 29/07/2014 às 01:33:00

Maria Antonieta de Farias Portocarrero nasceu em 23 de agosto de 1922, na Zona Sul do Rio de Janeiro, filha de um oficial do exército, diretor da Rádio Nacional e presidente da Sociedade Lírica.
Desde menina sonha em trabalhar nos palcos e coleciona estampas que vinham acondicionadas nas embalagens do sabonete Lever (o das nove entre dez estrelas de Hollywood) e fotografias em preto e branco dos mesmos artistas hollywoodianos, algumas delas até autografadas com dedicatória carinhosa. Verdadeiras relíquias que ela guarda até hoje.

Começa a estudar educação física aos 16 anos, mas interrompe o curso. Casa-se em 1940 com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, com quem teria o filho único, Cécil Thiré.
Tônia estreia no cinema em 1942, fazendo figurações e, em 1947, viaja a Paris, onde vive durante dez meses e estuda teatro. Ao voltar, faz um papel secundário no filme "Caminhos do Sul", ao lado de Maria Della Costa, isso em 1948. E atua em "Perdida pela Paixão" e "Quando a Noite Acaba"(1949). Em dezembro desse mesmo ano, estria nos palcos ao lado de Paulo Autran, na peça "Um Deus Dormiu lá em Casa", no teatro do Copacabana Palace.

Em dezembro de 1951, Tônia separa-se de Carlos Thiré e casa-se, pela segunda vez, com o diretor italiano Adolfo Celi.
Nos anos 1950, trabalha no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e na Companhia Cinematográfica Vera Cruz (considerada a Hollywood brasileira), onde filma "Tico-Tico no Fubá"(1951), cinebiografia romântica do notável compositor brasileiro Zequinha de Abreu, vivido por Anselmo Duarte. Um marco na carreira da atriz e de Anselmo também.

Em 1955, forma com o marido e o amigo Paulo Autran, uma nova companhia de teatro (a Tônia-Celi-Autran)., com um repertório clássico, particularmente do gênero francês-boulevard, com a qual vive sempre personagens elegantes e charmosos. Recebe sua primeira premiação nos palcos, por sua atuação na peça "Entre Quatro Paredes", de Jean-Paul Sartre (1956): Também se destacaria em "Navalha na Carne", de Plínio Marcos, recebendo o Prêmio Molière de melhor atriz de 1968.
Em 1964, já separada de Adolfo Celi, casa-se com o engenheiro e empresário César Thedim. Encena pela primeira vez um monólogo. "Esta Valsa é Minha", em 1989. Na televisão atua nas novelas "Pigmaleão 70", "Água Viva", "Kananga do Japão", "Sassaricando" e "Sangue do Meu Sangue",. Os seus desempenhos na TV em folhetins popularescos, nem de leve lembra suas brilhantes atuações no teatro e no cinema.
Em 2000 encena o monólogo "Amigos Para Sempre", criado por ela. Também escreveu "O Monstro de Olhos Azuis, memórias da infância (1986).

Frases de Tônia Carrero em algumas de suas entrevistas:
"(...) revelar a minha idade foi um ato de libertação. Não quero ser daquelas velhinas que não rir porque são todas repuxadinhas".
"Eu criei essa máscara de mulher eternamente bela e, certamente, tenho que pagar por ela".
"Os diretores de cinema não gostam de mim. Eles acham que eu não tenho um tipo brasileiro. Acham que eu não saberia representar uma mulher pobre (...) que eu tenho cara de mulher erudita".      
(Resumo do capítulo 69 do meu livro inédito, "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")