\'Total\' apresenta trajetória de três grandes mestres das artes da Bahia

Cultura

Eles são "artistas totais". Juarez Paraíso, Rogério Duarte e Juraci Dórea, três mestres baianos cujas obras e trajetórias transcendem limites regionais e nacionais, encabeçam as exposições individuais que marcam a nova temporada da 3ª Bienal da Bahia, ocupando o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).

As mostras de Juarez Paraiso e Juracy Dórea serão abertas no dia 31 de julho, enquanto a de Rogério Duarte terá início no dia 7 de agosto. Todas ficarão em cartaz até 7 de setembro. Na solenidade de abertura, nesta quinta-feira (31), a partir das 18 horas, um pedido de desculpas será lido em nome da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/ Governo da Bahia - que promove a Bienal - a todos os artistas que tiveram suas obras impedidas de exposição ou sofreram repressões por conta da suspensão da 2ª Bienal da Bahia pelo governo militar, em 1968.

O próprio curador chefe da Bienal, Marcelo Rezende, justifica a escolha dos três artistas. "Os três são artistas totais, no sentido de que não podem ser resumidos por apenas uma atividade. O público que for visitar as exposições poderá compreender o pensamento total destes artistas polivalentes e descobrir muitos aspectos de sua arte que não conhecia", explica.  

Para ele, Juraci Dórea não é só um artista que faz esculturas no sertão baiano, mas também um estudioso da museologia e das formas como a cultura baiana pode ser representada dentro desse espaço.  Por sua vez, segundo o curador, Juarez Paraiso não pode ser visto apenas como pintor e escultor, pois se envolveu com o ensino da arte, com questões sociais da Bahia, e até com a ficção científica. "Já Rogério Duarte, um dos mentores do Tropicalismo, é conhecido como artista gráfico, criador de capas de discos para medalhões da MPB, mas também com um ativo pensador do cinema, da matemática, da geometria", conclui Rezende.


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