Mudança como transformação

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Publicada em 12/07/2012 às 14:29:00

* Rômulo Rodrigues

A palavra mudança é uma das tantas e quantas do rico vocabulário da língua portuguesa, a do Brasil, que tanto pode significar um ato corriqueiro como: Mudar de visual; mudar de itinerário num dia de lazer; ou algo mais sério como mudar de emprego ou mudar de endereço.

No mundo da política esta palavra assume um contexto mais profundo quando pressupõe alteração de um estado de coisas, um modelo de governança, ou remete a transformações sociais que façam uma Cidade, um Estado ou uma Nação avançarem e continuarem seguindo em frente, sem pensar em retornar ao passado, já superado, o que descaracteriza o sentido da palavra mudança, substituindo-a por retrocesso.
Aracaju tem demonstrado ao longo dos seus 157 anos ser vocacionada para mudanças que se materializem em transformações sociais e lhe moldem um perfil de sempre seguir em frente na busca incessante de melhor qualidade de vida para seus habitantes e os que a visitam.

Nascida de um planejamento desenvolvimentista, em 17 de março de 1855, neste inicio de século 21, mesmo sofrendo as consequências da mais profunda crise econômica mundial, com reflexos diretos na queda da arrecadação pelos repasses do fundo de participação dos municípios e da distribuição de royaltys do petróleo se destaca em três quesitos fundamentais no constante avanço na governabilidade: 1) Alavancagem da economia; 2) distribuição de renda; 3) desenvolvimento da cidade:
Na contramão da história os protagonistas do atraso propõem três variantes completamente em desacordo com a vocação da nossa capital, a constatar pelos últimos acontecimentos e pronunciamentos registrados na imprensa e na propaganda partidária veiculada a saber: 1) O projeto de desenvolvimento é a construção de uma enorme lavanderia para lavar roupa suja da família; 2) A distribuição de renda será substituída por novas versões de Operação Navalha, empréstimos do Banestado do Paraná, farinha de trigo para repetir o milagre dos pães e distribuição de ouro de Serra Pelada; 3) O desenvolvimento da cidade se dará com o retorno de toda a Zona de Expansão para o Município de São Cristovão, incluindo os grandes investimentos feitos pela Prefeitura Municipal de Aracaju como a Orla Pôr do Sol, reconstrução da escola José Carlos Teixeira, construção da nova escola de educação infantil Elias Montalvão no Mosqueiro, a moderníssima escola Tenisson Ribeiro, no Povoado São José, a reforma do Florentino Meneses, na Areia Branca e as unidades de saúde daquela região, com destaque para a unidade Santa Teresinha.

O que chama atenção é que esta onda separatista está subordinada à birra para não pagar taxa de Laudêmio à união e o IPTU ao Município de Aracaju.

Uma outra proposta que chama atenção e merece um olhar cuidadoso de todos que respeitam os ideais civilizatórios de desenvolvimento urbano com paz e justiça social é a de armar a Guarda Municipal, num claro sintoma de um retorno ao passado com a reconstrução da "Missão" em outro patamar, obedecendo à velha ideologia de que qualquer desentendimento social deve ser encarado como caso de policia.

Em verdade, em verdade, isto pode ser o que está visível à frente das cortinas. Há desconfianças de que por traz, no escuro, existe uma gana terrível de botar a mão na Aracaju Previdência e fazer trampolim para abocanhar o Banese. Ai vale o ditado: Diga com quem voltastes a andar que direi o que estais querendo fazer.

O confronto entre estas duas visões de civilização será resolvido pelo aracajuano e não tem como duvidar da capacidade dele escolher o que é muito melhor para o trabalho, a ética e a justiça social.

* Rômulo Rodrigues é militante político