Senador leva a ministro pleitos dos agentes de saúde

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Publicada em 12/07/2012 às 14:31:00

O piso salarial profissional nacional e as diretrizes para o plano de carreira dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias foram temas debatidos ontem pelo senador Eduardo Amorim (PSC) e pelo deputado federal André Moura (PSC), durante audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "Os agentes da cidadania precisam ser ouvidos, eles são a porta de entrada do nosso sistema de saúde e devem ser valorizados", disse Amorim.

Segundo o substitutivo o piso salarial nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das carreiras de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias, para jornada de quarenta horas semanais. Para Amorim, mais que soluções, o Agente Comunitário de Saúde representa a presença do Estado. Segundo ele, é o Estado atuando na promoção da saúde das diversas comunidades. "Acredito que a atuação do Agente Comunitário pode ser ampliada, ir além de trabalhar pela promoção da saúde e prevenção de doenças, trabalhando, também, o exercício da cidadania", completou.

Confiança - "O agente goza da confiança da comunidade onde ele atua, tornando-se um excelente porta-voz dos problemas ali vivenciados ou relatados pela população. Por essas razões, tem mais condições de orientá-los sobre outros problemas indiretamente relacionados com a saúde", disse Amorim.

No Brasil há um contingente de mais de 300 mil Agentes de Saúde, eles são responsáveis por 370 milhões de visitas domiciliares. Segundo Eduardo Amorim, destes, quase quatro mil em Sergipe, organizados em 575 equipes, cobrindo, em média, 80% do Estado. "Graças às ações realizadas pelo programa de Agentes de Saúde, podemos comemorar a diminuição do índice de mortalidade infantil, o crescimento da participação dos brasileiros nas campanhas de vacinação e o aumento da atenção pré-natal às gestantes", frisou.