Servidores federais em greve promovem ato amanhã

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 12/07/2012 às 14:35:00

Milton Alves Júnior

Servidores federais realizam amanhã um ato público no Calçadão da João Pessoa, no centro de Aracaju. A manifestação tem como  objetivo apresentar  à população a atual situação profissional e estrutural de cada órgão que aderiu à greve no Estado de Sergipe. Ao todo, servidores de cinco órgãos estão de braços cruzados:  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério da Saúde, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),  Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Com aproximadamente 50% do efetivo em greve, servidores do IBGE podem intensificar a paralisação caso a categoria não registre nenhum avanço nas negociações. Entre os pleitos estão melhores condições de trabalho e reposição salarial. De acordo com Joel Vieira, membro do Sindicato dos Servidores do IBGE em Sergipe, o ato serve também para mostrar a indignação de todos os servidores quanto à possibilidade do Governo cortar o ponto dos grevistas. "Essa infeliz atitude contribuiu  para que nos uníssemos ainda mais. Se antes já estávamos engajados nessa luta nacional, agora podem ter certeza que a tendência é intensificar a paralisação caso nossas reivindicações não sejam atendidas", disse.

Segundo ele, a realização dessa manifestação é essencial para que a população tenha conhecimento dos nossos problemas e que não estamos em greve simplesmente porque queremos". Os servidores do IBGE completam hoje uma semana de paralisação.

Saúde - Com apenas 40% do atendimento sendo realizado no Hospital Universitário, a direção do órgão não possui expectativa de melhorias. Segundo a coordenadora Ana Paula Lemos, os grevistas estão atendendo de acordo com uma escala especial que foi criada para respeitar a porcentagem mínima de 30% dos serviços. "Com a greve o serviço está bastante prejudicado, e estamos à espera de uma decisão nacional para que essa realidade volte a ser como era antes", declarou a coordenadora.

Questionado quanto à adesão de todos os servidores à greve, Ricardo Nunes,  presidente do Sindicato dos Servidores Federais da Saúde,  ressaltou a união da categoria."Não podemos parar as atividades por um todo, justamente por isso que foi criada essa escala para que houvesse um revezamento nos atendimentos do Hospital Universitário. O progresso é conquistado dessa maneira, com consciência, respeito às leis, e união", afirmou.

A manifestação marcada para amanhã terá início às 9h, e a concentração será em frente à Delegacia Regional do Trabalho. A expectativa é que mais de 500 servidores federais participem da mobilização.