EDUARDO CAMPOS, UM COMETA NORDESTINO

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Publicada em 17/08/2014 às 00:58:00

Em dois sucessivos governos Eduardo Campos revelou capacidade para administrar com eficiência e ganhar adesões políticas sem devastar os cofres públicos. Na mediocridade que tem caracterizado a nossa vida política Eduardo Campos surgia como uma liderança  confiável e distante dos vícios que têm contaminado a vida pública e transformado a política em sinônimo de malandragem. Mas infelizmente Eduardo Campos foi um cometa que passou rapidamente deixando bem vistoso o brilho da sua trajetória. Quando em novembro do ano passado Eduardo foi com Pedrinho Valadares visitar  Déda nos seus dias finais, revelou depois Pedrinho, que ele, ao concluir a visita chorava muito, lamentava a fatalidade da perda próxima  de um político com quem tanto se identificava e com o qual guardava muitas semelhanças., tais como o comportamento ético, a devoção à causa publica, o amor ao Brasil. Na Internet foi postada uma foto daquela visita. Nela, apareciam Déda, 53 anos, Eduardo Campos 49, Pedrinho Valadares, 48. Menos de um ano depois os três estariam mortos. A fatalidade, inimiga da vida e da felicidade, está sempre soturna e inexplicavelmente pronta para interromper brutalmente a trajetória iluminada das pessoas.