Bette Davis

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A ATRIZ, JUNTO COM GARY MERRILL, EM \"A MALVADA\"
A ATRIZ, JUNTO COM GARY MERRILL, EM \"A MALVADA\"

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Publicada em 26/08/2014 às 00:59:00

Em Hollywood existiam atrizes que, devido ao tipo de personagens interpretado, ou pela própria aparência, amedrontavam quem pretendia entrevistá-las.Uma delas era Bette Davis, assim como Joan Crawford, Barbara Stanwyck e muita outras. Joan confirmou-se antipática, severa, verdadeira "mala". Mas Barbara contrariou as assustadoras expectativas, segundo constatação da jornalista Dulce Damasceno de Brito que, durante décadas, foi correspondente da revista Cinelândia, em Hollywood.

Bete Davis nasceu no dia 5 de abril de 1908, na cidade americana de Lowell. Ao sentir-se vocacionada para a carreira espinhosa de atriz, logo soube abrir o seu caminho, não esperando que as coisas caíssem do céu. Afinal, como cantou Geraldo Vandré, "quem espera faz a hora / não espera acontecer."
Lembro-me perfeitamente de sua magistral interpretação em "A Festa de "Casamento", drama intenso, sob a direção de Richard Brooks, no qual Bette - só pra "variar" - interpretava uma mulher intransigente, autoritária e que por isso, batia de frente com a filha, vivida por Debbie Reynolds, quase sempre muito frágil e com jeitinho de menina-moça em quase todos os seus filmes. E na vida real Debbie parece que era mesmo assim, já que perdeu facilmente o seu marido, o ator e cantor Eddie Fischer, para a deslumbrante e sedutora Elizabeth Taylor.

Bette Davis era muito amiga da nossa Carmen Miranda que, como a polêmica atriz, também soube abrir o seu caminho, brilhando intensamente em vários filmes americanos, até se tornar mito.
Apesar de consagrada, de ganhar dois Oscars em cerca de onze indicações, a determinada intérprete de "Jezebel", enfrentou adeversidades na vida e na carreira. Começou e encerrou quatro casamentos e em 1962, viu-se obrigada a colocar um anúncio no jornal Variety oferecendo-se para atuar. O cineasta Robert Aldrick chamou-a então para contracenar com Joan Crawford, no sensacional "O que teria acontecido a Baby Jane?". Um antológico "duelo" de egos e talento onde não houve vencedora e nem perdedora. Um glorioso empate.

A nagnífica Bette Davis foi muito longe nas suas características de mulher má e dominadora. Ela nunca quis parar. Bem idosa, estava com 81 anos) quando foi receber um prêmio especial no Festival de San Sebastian, na Espanha. No dia 6 de outubro de 2008, foi para a França e lá veio a falecer, no Festival de Neuilly. Mas sua arte permanece eterna em cerca de 120 filmes feitos entre 1933 a 1989. Eis alguns deles: "Garota Rebelde" (1931), de Hebert Henley; "A Ponte de Waterloo" (1931), de James Whale; "Escravos da Terra" (1932), de Michael Curtis; "Escravos do Desejo" (1934), de John Cromwell; "Mulher Marcada" (1937), de Lloyd Bacon; "Meu Reino por Um Amor" (1939), de Michael Curtiz; "Vaidosa" (1944), de Vincent Sherman; "A Filha de Satanás" (1949), de King Vidor; "A Malvada" (1950), de Joseph L. Mankiewicz; "Mulher Maldita" (1951), de Irving Rapper; "Telefonema de um Estranho" (1952), de Jean Negulesco; "A Rainha Tirana" (1955), de Henry Koster; "Dama por Um Dia" (1951), de Frank Capra; "Escândalo na Sociedade"(1964), de Edward Dmytryk; "A Satânica Madame" (1972), de David Greene; "Perigo na Montanha Enfeitiçada" (1978), de Jonh Hough; e "Morte sobre o Nilo" (1978), de John Guillermin.       

(Resumo do capítulo 73 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")