Elvis Presley

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
BELEZA, E SENSUALIDADE E UM TIMBRE.DE VOZ INCONFUNDÍVEL, ERAM OS SEUS PRINCIPAIS TRUNFOS
BELEZA, E SENSUALIDADE E UM TIMBRE.DE VOZ INCONFUNDÍVEL, ERAM OS SEUS PRINCIPAIS TRUNFOS

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 02/09/2014 às 00:54:00

Elvis Aaron Presley nasceu em Mississipi, a 8 de janeiro de 1935, foi caminhoneiro e fez sua primeira gravação em 1954. Dois anos depois, já famoso principalmente por pelas suas polêmicas aparições na TV, estreia no cinema com "Ama-me com Ternura" (Love me Tender). Sua carreira seguiu até 1969, quando foi convocado para o serviço militar na Alemanha Ocidental.

Conta a lenda que, na primeira vez que Elvis apareceu na televisão, Ed Sullivan ficou escandalizado com o seu trepidante rebolado, que o cantor jamais apareceria no seu programa. Mas quando Elvis cantou no "Steve Allen Show", o Ibope do seu concorrente aumentou tanto que Sullivan resolveu voltar atrás e pagar uma grana estratosférica para ter o Rei do Rock em seu programa. E, para demonstrar sua desaprovação, ordenou que Elvis fosse focalizado somente da cintura para cima, enquanto que, fora das câmeraa, Sullivan o xingava de "filho da puta". Em realidade, creio que Sullivan ficava excitado com a sensualidade do rebolado do Rei e isso o atormentava profundamente, se é que o (a) leitor(a) me endende...
Elvis Presley foi uma espécie de Brad Pitt do seu tempo: era bonitão, fazia filmes em que vivia o heroizão da parada e pegava todas as mulheres. Seus longas também rendiam uma boa grana para os estúdios, apesar de serem bem fraquinhos. Entretanto, no item entretenimento, são deliciosos. Isso ninguém pode contestar. Tenho todos eles, em DVD, sendo estes alguns dos meus favoritos "Ama-me com Ternura" (1958), de Robert D. Webb; "Balada Sangrenta" (1958), de Michael Curtis; "Estrela de Fogo"(1960), de Don Siegel; "Coração Rebelde"(1961), de Philip Dunne; "Talhado para Campeão"(1962) de Phil Carlson; "O Seresteiro de Acapulco"(1963), de Richard Thorpe; "Férias no Harém"(1965), de Gene Nelson; "Charro"(1969), de Charles Marquis Warren; e "Elvis é Assim"(1970), documentário dirigido por Denis Sanders.

Elvis fez 31 filmes ao lonto de sua vida (fora documentários musicais) e todos num esquema muito enlouquecido. Em média, o astro filmava três produções por ano, o que fazia a qualidade despencar. Ele mal tinha tempo de decorar suas falas. No final dava tudo certo e os longas serviam como veículo para divulgar as trilhas sonoras repletas de canções do Rei do Rock, sem dúvida alguma um dos maiores ícones de Hollywood em todos os tempos, só superado por James Dean, Charles Chaplin e Marilyn Monroe, não necessariamente nesta ordem.
E para os produtores, o mais importante é que os filmes de Elvis serviam - e muito - para encher os cofres dos estúdios, que pegavam uma polpuda grana e investiam em produções mais "respeitáveis". Eram todos gravados a toque de caixa e repique de sinos, com Elvis não colocando muita amoção nas interpretações das canções.

Em suma, posso afirmar que a imagem de Elvis como performer ultrapassou em muito sua influência na música do planeta (mesmo porque ele logo abandonaria o rockabilly, esse novo e revolucionário idioma musical. A prova disso é que todos os astros de rock nos trinta anos seguintes, derivaram diretamente dessa sua "retórica" de palco, dessa sua sexualidade e energia incontroláveis.. e excitantes.     
(Resumo do capítulo 74 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")