Márcio apoia protesto dos suinocultores

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Para Márcio Macêdo, suinocultura paga preço da crise mundial
Para Márcio Macêdo, suinocultura paga preço da crise mundial

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Publicada em 13/07/2012 às 03:13:00

O deputado federal Márcio Macêdo (PT) participou ontem do protesto dos suinocultores, que aconteceu na Esplanada dos Ministérios. Os produtores querem a ação do Governo Federal, para minimizar os efeitos da crise sobre a suinocultura. Há 18 meses, eles enfrentam problemas decorrentes de restrições comerciais, da crise internacional e também dos eventos climáticos. O parlamentar se manifestou favorável às solicitações da categoria e disse, inclusive, que solicitou uma emenda parlamentar de R$ 500 mil reais para o setor frigorífico.

Em plenário, Márcio discursou sobre o tema, chamando a atenção do Congresso Nacional para o problema.

"Muitos municípios brasileiros, que tem como principal economia a suinocultura, estão em situação de emergência devido à crise. Os estados brasileiros que mais sofrem são Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais por concentrar maior número de frigoríficos suinocultores; mais a crise é em todo o Brasil", afirmou.

Pacote - De acordo com o deputado, "a situação dos suinocultores brasileiros é muito difícil e pensando nisso o Governo Federal anunciou nesta quinta um pacote para suavizar os efeitos da crise que atinge o setor".

Entre as medidas estão uma linha especial de crédito para que supermercados, frigoríficos, cooperativos e agroindústrias antecipem a compra de suínos para as festas de final de ano com juros de 5,5% ao ano; o pagamento, por parte do Governo, de R$ 0,40 por quilo de carne para os criadores e o rolamento da dívida para 2013. Foi confirmada também a liberação de R$ 200 milhões para reter o excesso do produto no mercado interno.
No discurso, Márcio ressaltou que o preço baixo no mercado é consequência do excesso de carne de porco dentro do Brasil. "Os embargos da Rússia e da Argentina contribuíram para isso, assim como o aumento na produtividade do rebanho, que é maior do que o do consumo", salientou.