NO LUGAR DA FÁBRICA FALIDA 5 MIL EMPREGOS

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Publicada em 07/09/2014 às 00:28:00

Faz poucos anos fechou, falida, uma das mais antigas fábricas de tecido de Sergipe, a Confiança.  Nos seus dias de maior sucesso a Confiança empregava quase mil trabalhadores e seus produtos eram exportados e vendidos em Sergipe a preços reduzidos numa rede de lojas da própria fábrica. Da velha fábrica restou um prédio abandonado e se transformando em ruínas. Parte das edificações foi adquirida pelo empresário Ricardo Franco que instalou uma moderna tecelagem, a Santa Mônica.  A parte maior permaneceu se deteriorando até que o governador Marcelo Déda entrou em contato com um grupo italiano de Call-Center. Os empresários vieram a Aracaju, ficaram encantados com a cidade, com a correção e o entusiasmo modernizante do governador, e foram, por sugestão do governo, se instalar no edifício da fábrica falida. Hoje, no local estão sendo gerados quase 5 mil empregos. Na semana passada depois de uma bem sucedida negociação, o governador Jackson Barreto obteve de um outro grupo de Call-Center a confirmação de que irá instalar-se em São Cristóvão e gerar 3 mil empregos. Em consequência de ações como essas, Sergipe tornou-se, em números relativos, em 2013, líder nacional na geração de postos de trabalho com carteira assinada. Duas fábricas de cimento estão sendo ampliadas, mais duas e chegando, e a Saint Gobin francesa, maior fabricante de vidros do mundo instala-se em Estancia. Falando numa reunião com empresários o governador mostrou números positivos da economia sergipana e o impulso que já acontece a partir do inicio dos trabalhos de implantação do Projeto Carnalita, que foi objeto de uma longa sabotagem até que o governo conseguiu superar os obstáculos e garantir a permanência da mineradora Vale em Sergipe, desenvolvendo uma nova tecnologia para fabricação do potássio, hoje extraído da mina quase esgotada de Taquari-Vassouras. O Carnalita é projeto da ordem de 4 bilhões de reais, um dos maiores executados no Brasil. Vai gerar 14 mil empregos . As grandes jazidas de óleo e gás em águas profundas na costa sergipana fazem surgir um novo surto de desenvolvimento com impacto bem maior, avaliam especialistas, do que aqueles ocorridos a partir do primeiro poço produtor em Carmópolis em 1962, e pela primeira jazida de petróleo no mar localizada no Brasil, na costa sergipana em 1968.
Tudo isso, assegurou o governador Jackson aos empresários que com ele se reuniram, resulta de muito trabalho, de competência para dialogar esgrimindo argumentos com fundamentação técnica e, sobretudo, credibilidade que resulta de um comportamento ético. Em Sergipe, sabem os empresários que aqui chegam, as autoridades não lhes vão pedir favores nem deles exigir que paguem pedágios.  Por isso, os investimentos que se multiplicam, tanto dos empresários de fora que aqui chegam, como dos empresários locais, são feitos num ambiente de absoluta transparência e confiança.