"Criticam as fundações, mas defendem as OS's de Aracaju", denuncia Vera do PSTU

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Vera durante ato de campanha
Vera durante ato de campanha

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Publicada em 11/09/2014 às 00:17:00

"Eles são todos iguais, não estão interessados em resolver o problema da Saúde. Criticar as fundações de direito privado na saúde e se calar quanto às Organizações Sociais em Aracaju soa como o mais tacanho oportunismo eleitoreiro". Com essas palavras, Vera Lúcia, presidente estadual do PSTU e candidata a deputada federal, caracterizou a campanha da oposição liderada pelo PSC contra a gestão da saúde do atual governo.

Segundo pesquisas realizadas antes do período eleitoral, a Saúde Pública é a área com a qual os sergipanos estão mais insatisfeitos.

"Nós temos autoridade para criticar os dois lados. Sempre fomos contra qualquer forma de inserção da lógica privada nos serviços públicos. Denunciamos na imprensa, fizemos mobilizações de rua junto com os trabalhadores da área, realizamos palestras sobre os malefícios das fundações. Mas a oposição de direita (PSC/DEM) age com oportunismo. Criticam as fundações só porque é conveniente, mas defendem a mesma lógica ao aprovarem as Organizações Sociais em Aracaju", ataca Vera.

A presidente do PSTU concorda que as fundações são um grande fracasso na operacionalização da Saúde Pública. Ela aponta problemas da falta de abastecimento e gerenciamento de estoque.  
O PSTU defende o fim das fundações e o aumento de repasses federais para o Sistema Único de Saúde (SUS), que para este ano, serão de pouco mais de R$ 300 milhões, bem como a valorização dos servidores, como plano de carreira específico.

OS's e Hospital Universitário - Para Vera, as Organizações Sociais, autorizadas pela Prefeitura de Aracaju, e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que gere o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, apresentam os mesmos problemas das Fundações do Governo de Sergipe. O seu partido defende o fim dessas organizações. "Defendemos o fortalecimento do SUS com aumento dos repasses federais através da garantia de 10% do Produto Interno Bruto brasileiro para a Saúde Pública. Nenhum centavo do dinheiro público deve ser desviado para a iniciativa privada, a saúde não pode ser vista como mercadoria e sim como um direito".
"O povo já entende que privatizar é ruim para o país. O sergipano já viu a experiência de privatizações como a da Telergipe, da Energipe. Por isso, hoje, nenhum governante inteligente tem coragem de defender as privatizações. Mas não há dúvidas. O que os governos fazem é privatização", conclui.