NOVA INCURSÃO PELAS SUTILEZAS DE MACHADO

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Publicada em 13/09/2014 às 17:49:00

Machado de Assis, se houvesse nascido na França ou nos Estados Unidos, seria reverenciado como um dos maiores romancistas do mundo, ao lado de Balzac, Flaubert, Joice, Vitor Hugo, Proust, Hemingway, Mark Twain e tantos outros. Houvesse talvez nascido um pouco mais tarde, no tempo em que viveram Garcia Marquez, Vargas Llosa, estaria com eles no restrito clube dos sul-americanos que mereceram o Premio Nobel de Literatura. O Brasil de Machado era ainda escravocrata, ou mal saído da abolição, entrando pela incipiente República que quase não deu certo.
O escritor que nunca saiu da sua cidade, o Rio de Janeiro, escreveu uma obra universal, e o passar do tempo o torna cada vez mais atual. Livros são, deploravelmente, artigos pouco consumidos no Brasil, mas há sinais esperançosos. Sobre a literatura de Machado tantos agora se debruçam e intentam desvendar suas sutilezas, tanto em relação a temas como o amor, a paixão e as consequências que deles afloram , como no trato com questões onde a critica social surge quase nas entrelinhas. Tudo isso torna o texto de Machado mais instigante. Vladimir Souza Carvalho, magistrado que enobrece a toga e escritor que enriquece a nossa literatura, não resistiu à tentação de desvendar Machado, e concluiu A História que Machado de Assis Escondeu, a ser brevemente lançado, numa sexta-feira ainda imprecisa, e no preciso local da Academia de Letras, da qual Vladimir é imortal, com, e por todos os méritos.