O ÔNUS DE SER LIDERADO PELO CHEFE EVERALDO

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Publicada em 20/09/2014 às 18:11:00

Everaldo é aquele candidato à presidência da República que anda patinando em um por cento. Nada mais significativo para demonstrar a ojeriza dos eleitores a um candidato que exala o cheiro mofado de coisa ultrapassada, antiga, superada, de coisa ruim, que a modernidade sepultou, e ele tenta estupidamente ressuscitar. Coisas como o preconceito em relação às opções sexuais, aquela raiva homofóbica, que faz certas pessoas babarem odiosamente, tentando ser censores da sociedade.  Everaldo afunda na sua hipocrisia, mas, representa um perigo real para a sociedade, para um país que nunca teve problemas relacionados com a liberdade de cada um para professar a religião que escolher, direito inalienável assegurado pela Constituição de um Estado que se caracteriza como laico.  Essa característica de um país civilizado parece não agradar a gente como esse Everaldo que se fez líder e sonharia com a construção de um Estado repressor que coibisse a prática de certas religiões, como os cultos afro-brasileiros, seguidos por grande parte da população brasileira, que Everaldo enxerga como gente dominada pelas tentações satânicas. A beleza dos cultos afro, a singularidade do sincretismo religioso, essa mescla magnífica da cultura dos povos africanos com as tradições cristãs, tudo isso é ignorado pelo candidato Everaldo, que expressa nas suas falas a posição do seu partido, denominado Social Cristão, o PSC. Everaldo promete privatizar todas as empresas estatais, inclusive a Petrobras, caso venha a ser eleito. Ele quer desmontar o país para criar o chamado Estado mínimo, o paraíso prometido da felicidade capitalista, definitivamente perdido pela crise que revela as feridas expostas do neoliberalismo fracassado.
O PSC é o partido do candidato Eduardo Amorim, ou seja, o Everaldo é o seu líder maior.