UMA EX-SERINGUEIRA TROCOU TUDO PELA AVENIDA PAULISTA

Luiz Eduardo Costa

Pelos rastros que está deixando nesta campanha eleitoral não se pode mais reconhecer aquela mulher identificada com as causas sociais, compromissada com ideais generosos que a levaram para a militância política. Onde estaria agora a seringueira, companheira de lutas do líder dos povos da selva, Chico Mendes? A filha dele, externa agora, publicamente, a sua decepção diante do que faz a reinventada Marina. Os rastros que a ex-seringueira propositalmente desmemoriada vai deixando nessa tortuosa jornada da negação de si mesma, permitem identificar a trajetória feita até a Avenida Paulista.
A impensável jornada levou Marina com a desenvoltura de uma parceira confiável, a transitar entre os banqueiros e especuladores do coração financeiro de São Paulo. Tanto põem fé absoluta na ex-seringueira agora vestindo Prada, que fazem subir ou descer os índices da Bolsa de Valores de acordo com as pesquisas eleitorais. Os índices sobem quando Marina ganha pontos , e caem quando ela perde. O que aconteceu de tão atraente para a banqueirada nessa metamorfose, não pode ser explicado apenas por um programa de governo apresentado pela candidata, onde ela promete rever a legislação trabalhista, e, o mais importante para os agiotas do cassino financeiro globalizado: o presente por eles tanto esperado da plena autonomia do Banco Central. Há motivo ainda mais forte a justificar o entusiasmo dos que manipulam o dinheiro e querem ter mais poder ainda: seria um compromisso assumido por Marina, com o aval da sua amiga do peito, sócia do Banco Itaú, de entregar aos banqueiros e especuladores, o comando absoluto da política econômica e financeira do país.
As raposas, antecipadamente, festejam a entrada no galinheiro


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