UMA EX-SERINGUEIRA TROCOU TUDO PELA AVENIDA PAULISTA

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Publicada em 20/09/2014 às 18:11:00

Pelos rastros que está deixando nesta campanha eleitoral não se pode mais reconhecer aquela mulher identificada com as causas sociais, compromissada com ideais generosos que a levaram para a militância política. Onde estaria agora a seringueira, companheira de lutas do líder dos povos da selva, Chico Mendes? A filha dele, externa agora, publicamente, a sua decepção diante do que faz a reinventada Marina. Os rastros que a ex-seringueira propositalmente desmemoriada vai deixando nessa tortuosa jornada da negação de si mesma, permitem identificar a trajetória feita até a Avenida Paulista.
A impensável jornada levou Marina com a desenvoltura de uma parceira confiável, a transitar entre os banqueiros e especuladores do coração financeiro de São Paulo. Tanto põem fé absoluta na ex-seringueira agora vestindo Prada, que fazem subir ou descer os índices da Bolsa de Valores de acordo com as pesquisas eleitorais. Os índices sobem quando Marina ganha pontos , e caem quando ela perde. O que aconteceu de tão atraente para a banqueirada nessa metamorfose, não pode ser explicado apenas por um programa de governo apresentado pela candidata, onde ela promete rever a legislação trabalhista, e, o mais importante para os agiotas do cassino financeiro globalizado: o presente por eles tanto esperado da plena autonomia do Banco Central. Há motivo ainda mais forte a justificar o entusiasmo dos que manipulam o dinheiro e querem ter mais poder ainda: seria um compromisso assumido por Marina, com o aval da sua amiga do peito, sócia do Banco Itaú, de entregar aos banqueiros e especuladores, o comando absoluto da política econômica e financeira do país.
As raposas, antecipadamente, festejam a entrada no galinheiro