FOGO "AMIGO" CONTRA O CASAL JOÃO E MARIA

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Publicada em 20/09/2014 às 18:11:00

João Alves, prefeito de Aracaju, e sua mulher a senadora Maria do Carmo, candidata à reeleição, estão sendo diretamente atingidos pelas ações judiciais movidas pelo agrupamento político do qual agora fazem parte. Todas essas ações judiciais e também decisões internas da própria coligação, visam atingir Ana Maria, a filha do casal de políticos e o marido dela, o deputado federal Mendonça Prado.
O primeiro a tornar-se alvo do ¨fogo amigo¨ que indiretamente atingia João e Maria foi o genro. Mendonça, adversário inconciliável dos irmãos Amorim, recusou-se a pedir votos para o candidato a governador, por isso, foi proibido de participar do programa eleitoral do DEM, o partido que sempre em Sergipe foi liderado por João, e que, sem ele a sua mulher senadora, e o próprio genro deputado federal, há muito já teria acabado em Sergipe. O estranho em tudo isso é que, apesar dos laços afetivos que ligam o genro aos sogros, nem João nem Maria usaram da sua influencia para acabar a perseguição contra Mendonça Prado, que se viu obrigado a recorrer tanto à Justiça como à direção nacional do DEM, a fim de poder figurar no programa eleitoral, o que só foi conseguido depois de algum tempo com nítidos prejuízos eleitorais para ele. Agora, a perseguição é movida contra Ana Maria, da qual querem retirar o direito de ter acesso às redes sociais onde ela faz as vigorosas críticas aos irmãos Amorim. Aquilo que poderia ser interpretado por João e Maria como um insulto a eles mesmos, não tem até agora motivado uma reação forte de indignação do casal. Sabe-se, todavia, que tanto João, como principalmente Maria, cuja reeleição nada fica a dever aos irmãos Amorim, muito pelo contrário aliás, já teriam chegado ao limite da tolerância em relação às atitudes inamistosas e vingativas dos seus próprios aliados, contra uma filha e o genro.
Mas agora estaria sendo arquitetada , exatamente por Edivan Amorim, a tentativa final de vingança, aquele prato ¨que se come frio¨, para inviabilizar a reeleição de Mendonça Prado. O líder da numerosa coligação de partidos estaria tentando convencer o amigo e seguramente o seu mais leal e forte aliado, o deputado federal André Moura, para, no caso de considerar indispensável a sua renuncia à candidatura em face de processos que enfrenta na Justiça Eleitoral, desista, também, de direcionar seus votos para a esposa Lara Moura, que é candidata registrada exatamente como uma precaução, e que teria, tanto quanto André, excelentes perspectivas de eleição, vindo a ocupar a vaga do marido. Desejaria então Edivan que André transferisse seus votos para o candidato Adierson Monteiro, e então, ele próprio, Amorim, providenciaria a desistência de alguns candidatos a deputado estadual sem grandes perspectivas de sucesso, que transfeririam seus votos para o pai de André, o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas Reinaldo Moura, que tenta retornar à Assembléia, e que, por sinal, também não dependeria desse ¨apoio¨ para ter sucesso. Não vai ser fácil convencer André Moura para que se submeta ao sacrifício e satisfaça o desejo de vingança de Edivan, que assim, reduziria a possibilidade concreta de reeleição de Mendonça Prado, que hoje, entre os que trabalham bem com a curiosa matemática dos votos presumidos, teria 80 % de chances para reeleger-se.
Mas, se isso vier a acontecer, poderá ser a gota que falta para derramar o cálice amargo da tolerância de João e Maria, e o feitiço poderia virar contra o ardiloso feiticeiro.