Sean Connery

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A FAMA DE SEDUTOR ACOMPANHARÁ PARA SEMPRE O ETERNO 007
A FAMA DE SEDUTOR ACOMPANHARÁ PARA SEMPRE O ETERNO 007

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Publicada em 14/10/2014 às 00:28:00

À primeira vista, Thomas Sean Connery poderia ter sido apenas mais um sujeito saradão e de um charme invejável, que tentou a carreira artística sem grande brilho e chegou à velhice esquecido. Mas foi o contrário. Ele chegou à velhice reverenciado em todos os cantos do planeta. O destino (pra quem nele acredita) e o talento favoreceram esse escocês nascido em 25 de agosto de 1930, numa família pobre, em Edimburgh.

Depois de lutar pela sobrevivência em várias atividades (leiteiro, marinheiro e lustrador de caixão), candidatou-se ao título de Mister Universo. Não ganhou, mas seu corpo perfeito o levou a ser modelo em escola de arte, onde posava peladão e acabou fazendo ponta na encenação teatral do musical "Ao Sul do Pacífico". Em pouco tempo já estava aparecendo em filmes para a TV.

Foi em 1957, a partir de seu primeiro trabalho para o cinema ("No Road Back") que ele começou a chamar a atenção dos cineastas. Principalmente do diretor Terence Young, que o dirigiu em "A Brutal Aventura", naquele ano.

Em seguida, Lewis Allen formava o elenco de "Vítimas de Uma Paixão", quando a estrela Lana Turner (considerada uma devoradora de homens) sugeriu Connery. Quase que a filmagem na Inglaterra acaba mal para o ator. O amante da louraça, Johnny Stompanato (famoso michê que tinha sido indicado por Ava Gardener) teve  uma crise de ciúmes e, armado, partiu para briga com Connery. Felizmente, Stompanato se deu mal e, com o nariz quebrado, voltou para  Hollywood onde, pouco tempo depois, acabou esfaqueado mortalmente pela adolescente Cheryl, filha de Lana.

Em 1962, os produtores Albert Broccoli e Harry Saltzman preparavam "O Satânico Dr. No", o primeiro dos filmes com o agente 007., o James Bond. Após uma busca que incluiu nomes famosos, por influência também de Terence Young, que dirigiu o longa, Connery foi escolhido. O resultado foi um sucesso mundial. O prosseguimento com o personagem criado pelo escritor Ian Fleming, impulsionou a carreira do ator. Foram três grandes êxitos até 1965, em meio de algumas alternâncias que ele aceitou para provar que não dependia só da franquia. Entre outros, fez "Marnie - Confissões de Uma Ladra", de Alfred Hitchcock, "Mulher de Palha"., com Gina Lollobrigida e o western "Shalako", com Brigitte Bardot. Mas esses e outros fracassos provaram que ele não podia abandonar o agente 007.

No total, Connery interpretou James Bond em nove ocasiões, sendo a penúltima em 1971 ("Os Diamantes são Eternos") e, depois, em 1983 ("Nunca Mais Outra Vez"). Mas tanto o público como os cineastas já sabiam do excelente ator que era, independente do personagem que lhe deu popularidade. Filmes como "O Golpe de Jonh Anderson", "O Homem que queria ser Rei", "Robin e Marian" e  "O Nome da Rosa", foram alguns que consolidaram sua fama. E, ao viver o policial Jim Malone em "Os Intocáveis", foi aplaudido de pé ao receber o Oscar de melhor ator coadjuvante de 1987. Dois anos depois, foi eleito o homem mais sexy do mundo pela revista People.

Hoje, octogenário, Sean Connery sabe que, para muitos, será sempre lembrado como James Bond. Porém, isso certamente não o incomoda, pois sabe que não faltam admiradores de seu genuíno talento, comprovado em filmes sem a parafernália e as mulheres boazudas que cercavam o agente 007.         
(Resumo do capítulo 80 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")