Rosalind Russell

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ELA NÃO ERA PORTADORA DE UMA BELEZA CONVENCIONAL, MAS TINHA UM AR SEDUTOR
ELA NÃO ERA PORTADORA DE UMA BELEZA CONVENCIONAL, MAS TINHA UM AR SEDUTOR

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Publicada em 21/10/2014 às 00:08:00

Charles Chaplin, Buster Keaton, Harold Lloyd, Jerry Lewis. E por aí vai a longa lista de atores que construiram carreiras de sucesso fazendo humor em Hollywood. Já entre as atrizes, a situação é inversa. As mulheres, em sua maioria, buscavam a consagração encarnando personagens dramáticas. É que, para muitas pessoas (todas equivocadas), a comédia era menos nobre, de menor prestígio. Vale lembrar que Marilyn Monroe viveu seus melhores momentos no cinema fazendo comédias memoráveis como "O Pecado Mora ao Lado", "Como Agarrar um Milionário", "Nunca Fui Santa", "O Mundo da Fantasia" e "Quanto Mais Quente Melhor". Era uma excelente comediante. Embora tenha mandado bem em dramas como "Niágara", "Só a Mulher Peca". "Almas Desesperadas" e "Os Desajustados". Com todo o respeito ao amigo e cinéfilo dos mais respeitáveis, Ivan Valença que nunca conseguiu enxergar na Marilyn a boa atriz em que se transformou ao longo de uma vitoriosa carreira precocemente interrompida.

Mas a hora e a vez é de Rosalind Russelli. Então, vamos lá. Como este cinéfilo pigmeu ia dizendo, estrelas da época de Rosalind, evitavam seguir o caminho da comédia. Havia exceções. E a mais evidente é Lucille Ball que, sentindo-se com poucas chances no cinema, decidiu investir na TV, então uma novidade, criando o seriado "I "Love Lucy". Foi um estrondoso sucesso que a deixou milionária. Dóris Day é outra que enriqueceu na época em que permaneceu seguidamente na lista dos campeões de bilheteria, graças às comédias românticas que fez com Rock Hudson, na maioria das vezes. Uma parceria mais que perfeita. Em passado mais distante, Mirna Loy  e Katherine Hepburn também brilharam no gênero.
Mas, na minha humilde opinião, a maior de todas na arte de fazer rir foi Rosalind Russell. Não que ela tenha

sido exclusivamente uma comediante. Porém, inúmeros de seus grandes momentos estão em filmes engraçados por conta, principalmente, de sua participação.
Nascida na cidade americana de Waterbury, em 4 de junho de 1907, bem jovem formou-se em artes cênicas e, em 1934, fez sua estreia em Hollywood. No início, substituindo Mirna Loy, Rosie, como era chamada pelos íntimos, tinha uma exuberância natural.

A vida inteira, Rosie foi mulher de um homem só: de 1941 até 1976(quando morreu, depois de uma longa batalha contra o câncer), ficou casada com o produtor Frederick Brisson.
Lembro-me perfeitamente de um dos seus melhores filmes, "A Mulher do século"(1958) no qual fez a inesquecível Tia Mame, maravilhosa personagem, bastante semelhante com a minha tia Zefinha, que me criou e cujo desejo maior era ir para Hollywood a fim de brilhar como comediante e cantora nos musicais da Metro.

Rosie retornou aos palcos da Broadway, onde permaneceu em cartaz por dois anos, enquanto a minha incrível tia Zefinha virou uma estrela circense, sob o pseudônimo de Josephine Star...
Quatro vezes indicada ao Oscar, Rosalind Russel não ganhou nenhum, mas recebeu dois Globos de Ouro. Pena que já não apareçam atrizes de sua lavra, com muita energia para a comédia. É uma pena, mesmo!      
(Resumo do capítulo 81 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")