Almeida e Amorim trocam acusações sobre recursos

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Publicada em 17/07/2012 às 15:10:00

Chico Freire
chicofreire@jornaldodiase.com.br

O relacionamento entre o candidato a prefeito de Aracaju pelo PPS, Almeida Lima, e os irmãos Amorim continua nada amistoso, depois que Almeida foi preterido pelo grupo, que declarou apoio ao ex-governador João Alves Filho, candidato pelo DEM à PMA.

Almeida passou a dizer que faz política e não negócio. "Não sei qual o negócio que eles fizeram com o ex-governador João Alves Filho (DEM)", fustiga Almeida, referindo-se aos irmãos que no Estado controlam o PSC, o PTB e mais nove pequenos partidos.

Em entrevista ao radialista George Magalhães, na Mega FM, Almeida disse que os irmãos Amorim, por intermédio do deputado federal e presidente estadual do PSC, André Moura,  teriam  exigido  R$ 5,4 milhões para apoiá-lo, além das pastas da Saúde, Emurb, Emsurb e SMTT, caso viesse a ser eleito. "Não acetei porque não faço negócio, eu faço política", disse Almeida, pedindo para que Edvan Amorim e André Moura venham a publico explicar qual o acordo que foi feito com o ex-governador João Alves.

Resposta - O presidente estadual do PTB, Edvan Amorim, negou  que tenha buscado fazer qualquer tipo de acordo com Almeida Lima e anunciou que vai à justiça contra o candidato do PPS. "Se for preciso vou até o Supremo Tribunal Federal, mas ele vai ter que provar o que está dizendo. Vai ter que provar as acusações", disse.

Edvan  desmentiu a história dos R$ 5,4 milhões. "Eu não pedi nada, ele foi quem ofereceu tudo e nós não decidimos nada, porque quem decide é o grupo e o grupo o rejeitou por unanimidade, por não ser merecedor de confiança",  disse Edvan, "Se para apoiar Almeida  ele diz que pedimos R$ 5,4 milhões, para apoiar Marcelo Déda, candidato ao governo do estado em 2010, devemos ter pedido uns R$ 50 milhões", ironizou Edvan.

"Quando eu tirava um bilhete para Brasília, ele (Almeida) procurava saber o vôo que íamos para começar a discutir o nosso apoio já dentro do avião" , disse, acrescentando que Almeida "bajulou, bajulou e foi rejeitado pelo grupo".