Conceição defende reflexão quanto à intolerância contra nordestinos

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Publicada em 11/11/2014 às 00:34:00

Na tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta segunda-feira, 10, a deputada estadual Conceição Vieira (PT) fez uma chamada a todos para uma reflexão com relação à intolerância desencadeada e manifestada desde o período dos jogos da Copa do Mundo no Brasil e, mais intensamente, no período eleitoral com relação ao povo nordestino e sua participação na vida política eletiva do Brasil. Segundo ela, o país, durante muito tempo, esteve acostumado a uma política que definia a alternância do poder na Presidência da República na chamada política "café com leite". "E o Nordeste ficou sempre relegado a um terceiro plano. Os coronéis que lideravam a cabeça e o coração do povo", disse.

No entanto, destacou Conceição Vieira, isso vem mudando com relação à inclusão do nordestino e da nordestina nas políticas efetivas de desenvolvimento para o país, a partir do momento em que as políticas públicas chegaram a essa região, qualificando a vida do nordestino. "E com isso dando a ele a independência no pensar. Hoje, as políticas públicas já não chegam através dos chefes do município, dos coronéis tradicionais. Felizmente, essa realidade vem mudando no país", declarou.

Para a deputada, o que se viu nessas manifestações de intolerância contra nordestinos não é uma coisa simplesmente pelo fato da eleição de uma presidenta, mas um contexto de representação das minorias, principalmente as minorias da região Nordeste. "É preciso desmistificar que em números absolutos as regiões Sul e Sudeste deram o maior número de votos para a reeleição da presidenta Dilma. Em números proporcionais, ela teve maioria no Nordeste. Se não tivesse os votos do Sul e Sudeste, ela não seria presidenta", disse.

De acordo com Conceição Vieira, o crescimento do Nordeste tem incomodado os que não aceitam isso, não aceitam que os nordestinos estejam se posicionando politicamente. "Precisamos trabalhar isso daqui para frente, essa intolerância política e administrativa que está havendo de algumas regiões para com o Nordeste", completou.