O HOMEM, QUE BOM, BRINCANDO DE DEUS

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 15/11/2014 às 01:29:00

Em 10 anos a nave que a Europa mandou em busca de cometas percorreu 6 bilhões de quilômetros, fez voltas em torno do sol e agora está entre Marte e Júpiter, a uma distância de 500 milhões de quilômetros daqui onde estamos. A nave orbita um cometa. Pousado sobre ele está um robô que nos manda fotos e o resultado de análises sobre o objeto cósmico que vagueia pelo espaço, faz alguns bilhões de anos. Do cometa o robô nos manda um som estranho, como se fosse sopro metálico, e já existe quem ande a imaginar que seria o arfar, o suspirar de Deus. Mas, decepcionem-se os supersticiosos, ao brincarmos de Deus, o que é conquista notável para a minúscula raça humana, tão ousadamente querendo descobrir mundos, apenas arranhamos o infinito do cosmos, e a vastidão dele seria a imensidão, o tempo e o espaço de Deus. Assim, Ele não cabe num cometa. Percorremos apenas 6 ínfimos bilhões de quilômetros, e no universo já identificamos constelações que ficam distantes dessa poeira onde moramos , alguns bilhões de anos-luz.
Do cometa onde está o robô até a terra, uma onda de luz ou de rádio, leva apenas 28 minutos.
Nem sequer podemos brincar de Deus...