Silveira

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O REPOUSO DO GUERREIRO APÓS A \"BATALHA\" DIÁRIA COM AS TINTAS E OS PINCÉIS
O REPOUSO DO GUERREIRO APÓS A \"BATALHA\" DIÁRIA COM AS TINTAS E OS PINCÉIS

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Publicada em 18/11/2014 às 10:06:00

Artistas Plásticos (4)

A inteligência aplicada à transparência e simultaneismo de visão, bem definem a modernidade das composições de Silveira, destacando-se o cuidado com que dosa a quantidade de cor ou as inflexões da forma. Isso talvez seja mais importante para o artista do que a qualidade, as luzes que, acrescentadas posteriormente, conduzem para novos ritmos e contramovimentos, rompendo o uníssono dos grandes planos que delineiam o caráter profundo da pintura de Silveira com a  síntese especial que lhe é próprio e bem caracterizada.

A arte de Silveira simboliza, talvez, a reintegração do intelecto no contexto da pura e simples descarga afetiva, o que o libera de maiores compromissos com estilos, sem no entanto sacrificar-lhe a liberdade de realização, a espontaneidade pessoal e a total independência quanto aos dogmas e convenções. É consequência de um universo mental que disciplina o sentimento, a exuberância afetiva, ao mesmo tempo que, através da ordem e do equilíbrio, modela os símbolos particulares do artista.

Hoje, com a experiência dos anos, tendo atingido a maturidade artística, antinua impetuoso, mas já consegue simplificar objetivos e personagens em composições quase abstratas e, ao recorrer às cores primárias e a uma vibrante policromia, chega ao ápice de um extraordinário efeito de luz e movimento. Ele retoma as imagens e os segmentos da cor para celebrar o ritmo dinâmico do Terceiro Milênio, como que a procurar novos rumos entre os labirintos da informática e da cibernética. As perspectivas são amplas, os traços vigorosos em semitons alaranjados. Imagens repousantes, de impacto comovente face ao lirismo captado pela sensibilidade artista plástico-mágico do pincel. E das Cores.        

Geleia geral

... É surpreendente a intensa atuação de Paulinho Vilhena vivendo o artista plástico esquizofrênico Salvador, no folhetim global das nove, "Império". Sem contestação é o melhor trabalho entre os atores que compõem o elenco da novela de Aguinaldo Silva. Isto sem desmerecer as atuações de Alexandre Nero (com aqueles olhões de assustar até criancinha de colo), Leandra Leal e José Mayer. Ailton Graça e Paulo Betti, fazendo caricaturas ridículas de geys, deviam ser transferidos para o "Zorra Total".

... Lu Spninelli vai pendurar as chuteiras. Ou melhor, as sapatilhas. É o que ela está anunciando aos quatro ventos, depois de 43 anos dedicados à dança em regime de tempo integral. Só deu vacilo quando resolveu ocupar um cargo público como diretora do Teatro Tobias Barreto. Felizmente saiu ilesa da inútil empreitada.

... Exposição presta homenagem a Zé Peixe, com telas assinadas por Ismael Pereira, na Sociedade Semear. Nada mais merecido. Só continuo lamentando que ninguém se lembra de homenagear sua irmã Rita Peixe, tão excelente nadadora quanto o Zé. E que nos idos de 1950 encantava a todos pela sua juventude e beleza. Além, é claro de ter rompido com todos os tabus e preconceitos de uma sociedade cruel e por vezes até desumana como a nossa. Vão todos ser atirados na fogueira dos insensatos, no chamado "Dia do Juízo". Ou não?...

Choro, sim, e daí?

(...) até hoje choro na noite de Natal, só que não preciso mais procurar o recolhimento do meu quarto.(...) Um choro silencioso de quem ainda acredita que, se não fossem os dissabores, o estímulo para as tarefas desapareceriam - Vieira Neto, pag.17 do livro de memórias, "Um Garoto Estanciano", primeira edição, esgotada.