Renée Zellweger

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
\"COLD MOUNTAIN\" LHE RENDEU O OSCAR DE MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
\"COLD MOUNTAIN\" LHE RENDEU O OSCAR DE MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 18/11/2014 às 10:06:00

TAKE 85

Fazer um teste para uma das absurdas continuações de "O Massacre da Serra Elétrica" fez toda diferença na carreira de Renée Zellweger. Em 1994, ela foi aprovada e, de quebra, conheceu Mathew McConnaughey e o seu projeto para o filme "Um Amor e Uma 45". Ela também ficou com papel no projeto do novo amigo e aspirante a astro de Hollywood. Depois ela decidiu tentar algo mais alternativo, trash ou mudo (como foi sua participação em "Jovens, Loucos e Rebeldes", de 1993). Antes dessa mudança, Renée era uma típica jovem provinciana do Texas. Até trabalhou como garçonete num clube de strip-tease antes de fazer Tom Cruise ficar de quatro por ela em "Jerry Maguire - A Grande Virada", dois anos depois da mudança para Los Angelis. Foi como a comum e recatada Dorthe Boyd que chamou a atenção para sua personagem.

Como a filha chorona de Meryl Streep, não perdeu em nada no confronto com a veterana atriz, mas apesar de "Jerry Maguire" tornar seu rostinho bochechudo de traços escandinavos conhecido no mundo inteiro, ela só seria reconhecida como uma atriz versátil e "cheia de graça" pelos filmes seguintes: "A Enfermeira Betty", e "Eu, Eu Mesmo & Irene". Graças ao primeiro, ela ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz. O curioso é que ela estava no banheiro quando o seu nome foi anunciado.

Renée reinventa-se, ou mostra uma nova faceta profissional periodicamente. Surpreendeu a todos quando conseguiu o papel de Roxie Heart no musical "Chicago", sem saber sapatear e muito menos cantar. A dedicação e perfeição no treino das duas artes lhe valeu uma indicação para o Oscar de melhor atriz, que só viria a ganhar no ano seguinte, ou seja, em 2003, como coadjuvante em "Cold Mountain".
Vale questionar: Por que alguém confirmaria uma atriz que não canta, nem dança para um musical, quando há tantas plenamente habilitadas? Simples assim: é que os produtores de "Chicago" assistiram "O Diário de Bridget Jones", de 2001, e concluíram que Renée tinha uma voz incrível a ser explorada. Aliás, a americana interiorana se passar por uma típica londrina foi um dos maiores desafios, além de ganhar quilos e celulites, deixando-os à mostra ao vestir a fantasia de coelhinha da Playboy rechonchuda em uma das cenas do filme.

Quem não se lembra? Para um dos cerca de doze quilos que engordou, a atriz recebeu um milhão de incentivos na sequência "Bridget Jones - No Limite da Razão". Nada mal para a balzaquiana mignon que fora das telas também conquistou seus colegas de cena, como aconteceu com o parceiro Jim Carrey, durante as gravações de "Eu, Eu Mesmo & Irene". O relacionamento fugaz não deu em casório, como ambas previam. Depois pintou no pedaço o cantor Jack White, do grupo White Stripes, que fez sua estreia no cinema ao lado da atriz, em "Cold Montain".

Baixinha e fora dos padrões de beleza convencionais, Renée Zellweger sabe como ninguém atrair para o seu terreiro garanhões ou os delicados potrinhos que deseja. Poderosa!
Outros filmes da atriz que podem ser vistos em DVD: "Procura-se Uma Noiva(1999), "Um Amor Verdadeiro" (1998), "Um Preço Acima dos Rubis" (1998), "Oito Segundos" e "Caindo na Real" (1994).                    
(Resumo do capítulo 85 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")